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China aposta em novas oportunidades enquanto enfrenta preocupações antigas

Desaceleração econômica na China se agrava com novo regulamento de seguro e queda em empréstimos, afetando a confiança do consumidor

Uma vista aérea mostra pessoas se refrescando em uma praia em Qingdao, na província de Shandong, no leste da China, em 18 de agosto de 2025. (Foto: Afp | Getty Images)
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  • A economia chinesa enfrenta desafios, como a desaceleração do setor imobiliário e tensões comerciais com os Estados Unidos.
  • Um novo regulamento sobre seguro nacional para funcionários começa a valer em 1º de setembro, gerando preocupações sobre a conformidade das empresas.
  • Dados de julho indicam queda em novos empréstimos e vendas no varejo, refletindo uma demanda interna fraca.
  • O índice de emprego caiu para um nível recorde, levando o Morgan Stanley a reavaliar a confiança social, que está no menor patamar desde o início da pandemia de Covid-19.
  • Apesar das dificuldades, o governo mantém uma meta de crescimento de 5% para este ano.

A economia chinesa enfrenta uma série de desafios, incluindo uma desaceleração no setor imobiliário e tensões comerciais com os Estados Unidos. Recentemente, um novo regulamento sobre seguro nacional para funcionários gerou preocupações, especialmente após dados de julho que mostraram uma queda em novos empréstimos e vendas no varejo, sinalizando uma demanda interna fraca.

A partir de 1º de setembro, uma decisão judicial exigirá que empresas em dificuldades adquiram seguro nacional para todos os seus funcionários. Essa mudança, embora não seja uma nova política, destaca a falta de conformidade anterior. Segundo Wen Biao, gerente geral da Qianhe Technology Logistics, muitas empresas não seguiam a norma, permitindo que os trabalhadores recebessem salários mais altos. A situação gerou discussões sobre baixos salários e horas extras, contribuindo para um sentimento econômico deprimido.

Em julho, o índice de emprego caiu para um nível recorde, conforme pesquisa do banco central da China. Isso levou o Morgan Stanley a reavaliar a confiança social no país, que agora está em seu nível mais baixo desde o início da pandemia de Covid-19. Apesar disso, o governo mantém uma meta de crescimento de 5% para este ano, conforme reafirmado pelo premier Li Qiang.

Desafios no Setor Imobiliário

O setor imobiliário, que representa mais de um quarto do PIB da China, continua a ser um motor crucial da riqueza familiar. A queda nas vendas de imóveis e a dificuldade financeira dos governos locais, que perderam receita com vendas de terrenos, são preocupações centrais. Para enfrentar esses desafios, Luo Zhiheng, economista-chefe da Yuekai Securities, sugeriu a criação de um fundo de 2 trilhões de yuans (aproximadamente 280 bilhões de dólares) para concluir projetos imobiliários qualificados.

Enquanto isso, as tensões comerciais entre os EUA e a China persistem, com tarifas de cerca de 55% sobre a maioria das exportações chinesas. Apesar de um crescimento inesperado nas exportações, a demanda interna continua a ser um problema. Bruce Pang, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong, observa que a economia pode ainda alcançar a meta de crescimento, mas a confiança empresarial permanece frágil.

Perspectivas Futuras

As empresas chinesas estão buscando oportunidades no exterior, especialmente em setores como logística e e-commerce. Wen Biao acredita que as tensões comerciais podem acelerar a necessidade de investimento em fábricas fora da China. Enquanto isso, o setor de carros elétricos está se expandindo, com investimentos no exterior superando os feitos internamente pela primeira vez.

As ações na China e em Hong Kong apresentaram leve alta, com o índice Hang Seng subindo 0,19% e o CSI 300 aumentando 0,99%. O Banco Central da China manteve suas taxas de juros inalteradas em agosto, alinhando-se às expectativas do mercado. A situação econômica continua a evoluir, com o foco em como as políticas governamentais e as condições externas afetarão o futuro da economia chinesa.

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