- A nova pesquisa de Saúde Financeira e Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro 2025, realizada pela SalaryFits, revela que 54% dos trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras.
- O índice representa uma leve melhora em relação a 2024, quando 62% estavam na mesma situação.
- Além disso, 66% dos entrevistados relataram problemas financeiros nos últimos cinco anos, e 33% se tornaram negativados no último ano.
- Para complementar a renda, 49% buscam trabalhos extras, enquanto 23% utilizam cartões de crédito e 12% recorrem ao cheque especial.
- A pesquisa destaca a necessidade de educação financeira e melhores produtos de crédito para ajudar os trabalhadores a gerenciar suas finanças.
Cinco em cada dez brasileiros enfrentam dificuldades financeiras, segundo a nova edição da Pesquisa de Saúde Financeira e Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro 2025, realizada pela SalaryFits, parte da Serasa Experian. O levantamento, que ouviu 1.029 trabalhadores, revela que 54% dos entrevistados não conseguem chegar ao fim do mês com o salário. Apesar de ser um índice elevado, houve uma leve melhora em relação a 2024, quando 62% dos profissionais estavam na mesma situação.
A pesquisa também destaca que 66% dos trabalhadores enfrentaram problemas financeiros nos últimos cinco anos, e 33% deles se tornaram negativados no último ano. Délber Lage, CEO da SalaryFits, afirma que a maioria vive no limite do orçamento, com apenas 25% conseguindo lidar com despesas inesperadas. A situação é preocupante, pois apenas uma em cada quatro pessoas conseguiria arcar com uma despesa de R$ 10 mil.
Fontes de Renda Extra
Para complementar a renda, 49% dos trabalhadores buscam fontes alternativas, como bicos ou trabalhos freelancers. Entre os que não conseguem fechar as contas, 23% utilizam cartões de crédito e 12% recorrem ao cheque especial. A pesquisa mostra que os gastos com itens essenciais, como alimentação e contas de luz, consomem a maior parte do salário, com 77% destinando a renda para alimentação.
Além disso, o estudo revela que a Geração Z é a única que investe parte significativa da renda em lazer, enquanto os Millennials priorizam a quitação de dívidas. O aumento do endividamento impacta a saúde mental dos trabalhadores, com 66% relatando estresse, 43% irritabilidade e 39% insônia.
Necessidade de Educação Financeira
A pesquisa aponta que o peso das dívidas básicas aumentou de 25,8% da renda em maio de 2024 para 27,3% em abril de 2025. A economista Camila Abdelmalack, da Serasa Experian, destaca que a inflação em itens essenciais continua pressionando as finanças das famílias. Para Délber Lage, a implementação de educação financeira e melhores produtos de crédito é crucial para aliviar a situação dos trabalhadores.
O cenário atual evidencia a urgência de soluções que ajudem os brasileiros a gerenciar suas finanças e evitar a inadimplência, especialmente entre os mais vulneráveis.
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