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Estoque de imóveis novos deve acabar em 8 meses com aumento nas vendas

Vendas de imóveis residenciais crescem e atingem recorde no Brasil, impulsionadas por programas habitacionais e demanda crescente por habitação

CBIC: será necessário um período de 8,2 meses para que os imóveis disponíveis no mercado se esgotem (Foto: Reprodução)
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  • As vendas de imóveis residenciais no Brasil atingiram um recorde de 423 mil unidades em 12 meses, com um crescimento de 9,6% em relação ao ano anterior.
  • O tempo para escoar a oferta caiu para 8,2 meses, apesar da desaceleração nos lançamentos.
  • A oferta de imóveis novos disponíveis é de 290 mil unidades, uma redução de 4,1% entre junho de 2024 e junho de 2025.
  • No primeiro semestre, foram lançadas 186,5 mil unidades, um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
  • As vendas do programa cresceram 25,8% em comparação com 2024, totalizando 102,8 mil imóveis e movimentando R$ 68 bilhões.

As vendas de imóveis residenciais no Brasil alcançaram um recorde de 423 mil unidades em 12 meses, refletindo um crescimento de 9,6% em relação ao ano anterior. O tempo necessário para escoar a oferta caiu para 8,2 meses, apesar da desaceleração nos lançamentos.

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a oferta de imóveis novos disponíveis para venda é de 290 mil unidades, uma redução de 4,1% entre junho de 2024 e junho de 2025. No mesmo período, as vendas totalizaram 423 mil unidades, representando um aumento de quase 17%. No acumulado do ano, foram vendidas 206,9 mil unidades, com um crescimento de 9,6%.

Lançamentos e Programas Habitacionais

O volume de lançamentos também apresentou um crescimento, com 186,5 mil unidades lançadas no primeiro semestre, um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o maior número de lançamentos registrado desde 2006, quando a pesquisa da CBIC começou. Os resultados são impulsionados pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que ampliou seus parâmetros em abril, incluindo uma faixa adicional para famílias com renda de até R$ 12 mil.

No primeiro semestre, as vendas do MCMV cresceram 25,8% em comparação com 2024, totalizando 102,8 mil imóveis e movimentando R$ 68 bilhões. No entanto, os dados do segundo trimestre indicam uma desaceleração nos lançamentos, que caíram mais de 10% em relação aos três primeiros meses do ano, com uma queda anual de 15,5%.

Perspectivas do Setor

Apesar da desaceleração nos lançamentos, as vendas continuam a crescer, com um aumento anual de 11,9% no segundo trimestre. Para o segmento do MCMV, o tempo de escoamento da oferta é de 6,2 meses, considerando a média de vendas dos últimos 12 meses sem novos lançamentos. A recuperação do setor imobiliário brasileiro se mostra robusta, sustentada por incentivos governamentais e uma demanda crescente por habitação.

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