- A Flapper, startup de aviação executiva, adquiriu a Black Aviação e lançou o programa Jet Society, que permite a propriedade compartilhada de aeronaves.
- A fusão foi realizada em dinheiro, mas os valores não foram divulgados.
- O CEO da Flapper, Paul Malicki, afirmou que o modelo atende clientes que voam frequentemente, mas não precisam de uso exclusivo de uma aeronave.
- Com a aquisição, a Flapper terá quatro mil aeronaves cadastradas, sendo mil e quinhentas na América Latina.
- A fusão permitirá a expansão das operações da Flapper em Minas Gerais, um mercado estratégico, e a empresa projeta expandir o modelo de propriedade compartilhada para outras cidades entre 2026 e 2027.
A Flapper, startup de aviação executiva, anunciou a aquisição da Black Aviação e o lançamento do programa Jet Society, que promove a propriedade compartilhada de aeronaves. A transação, realizada em dinheiro, não teve valores divulgados. Essa fusão marca a entrada da Flapper no segmento de propriedade compartilhada, permitindo que clientes troquem horas de voo entre si.
O CEO da Flapper, Paul Malicki, destacou que o modelo atende a clientes que voam frequentemente, mas não necessitam de uso exclusivo de uma aeronave. Com a aquisição, a plataforma da Flapper deverá contar com 4.000 aeronaves cadastradas, sendo 1.500 na América Latina. As aeronaves da Black Aviação estarão disponíveis no aplicativo principal da Flapper e no novo aplicativo Jet Society.
A parceria entre as empresas começou há três anos, quando Rafael Matos, CEO da Black Aviação, se tornou acionista minoritário da Flapper. Matos continuará liderando a Black Aviação e também assumirá o cargo de Head of Aviation e Aircraft Management na Flapper. A Black Aviação opera atualmente com duas aeronaves Hawker 400A e planeja expandir sua frota para cinco aeronaves até o final do ano.
Expansão e Estratégia
A fusão permitirá que a Flapper amplie suas operações em Minas Gerais, um mercado estratégico devido à sua diversidade econômica. Matos mencionou que a região abriga setores como mineração e indústria farmacêutica, além do agronegócio. A Flapper já projeta expandir o modelo de propriedade compartilhada para outras cidades entre 2026 e 2027.
A aquisição foi parcialmente financiada por uma rodada de captação de R$ 6 milhões anunciada em fevereiro. Malicki afirmou que a Flapper espera atingir uma receita anual bruta de R$ 100 milhões nos próximos 12 meses, incluindo as operações da Black Aviação. O modelo de negócios da Flapper varia conforme o mercado, adotando um modelo de propriedade compartilhada no Brasil e um modelo “100% asset light” em mercados internacionais.
O setor de aviação executiva no Brasil tem mostrado crescimento consistente, com um aumento significativo no número de aeronaves de táxi aéreo e jatos. Malicki divide o mercado em três faixas de uso, sugerindo que o fretamento é ideal para quem voa até 5 horas por mês, enquanto a propriedade compartilhada é recomendada para voos entre 5 e 15 horas mensais.
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