Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Política de imigração de Trump pode reduzir força de trabalho, afirmam economistas

Queda de 1,2 milhão de trabalhadores imigrantes nos EUA pode agravar a inflação e afetar setores essenciais da economia americana

Pessoas em Tijuana, México, olham através do muro da fronteira entre os EUA e o México no Border Field State Park em 17 de agosto de 2025, em Imperial Beach, Califórnia. (Foto: Kevin Carter | Getty Images News | Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • A administração Trump enfrenta críticas por suas políticas de imigração, que resultaram na saída de aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores estrangeiros do mercado de trabalho dos Estados Unidos desde janeiro.
  • Dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) mostram que a participação da força de trabalho imigrante caiu 1,2 pontos percentuais, enquanto a dos nativos teve uma queda de 0,3 pontos.
  • Setores como construção e serviços, que dependem de imigrantes, apresentam crescimento de empregos estagnado.
  • O aumento das prisões de imigrantes tem contribuído para a estagnação da força de trabalho em estados como Texas e Flórida.
  • Economistas alertam que a escassez de trabalhadores pode pressionar os salários para cima, exacerbando a inflação.

A administração Trump tem enfrentado críticas devido a suas políticas de imigração, que resultaram em uma queda significativa na força de trabalho imigrante nos Estados Unidos. Desde janeiro, aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores estrangeiros deixaram o mercado de trabalho, conforme dados do Bureau of Labor Statistics (BLS). Economistas alertam que essa redução pode impactar negativamente a economia americana.

O economista Mark Zandi, da Moody’s, afirmou que a diminuição da força de trabalho imigrante é “definitiva” e inegável. A administração tem promovido uma agenda de imigração rigorosa, que inclui a aceleração de deportações e restrições a vistos, como a proposta de acabar com a loteria de vistos H-1B. Essas medidas estão sendo contestadas em tribunais, mas já mostram efeitos visíveis no mercado de trabalho.

Dados recentes indicam que a participação da força de trabalho imigrante caiu 1,2 pontos percentuais, enquanto a dos nativos teve uma queda menor, de 0,3 pontos. Setores que dependem fortemente de imigrantes, como construção e serviços, têm experimentado crescimento de empregos estagnado. O economista Jed Kolko, do Peterson Institute, destacou que o crescimento de empregos em indústrias com alta presença de imigrantes tem sido “significativamente mais fraco”.

Além disso, o aumento das prisões de imigrantes tem contribuído para a estagnação da força de trabalho em estados como Texas e Flórida. A imigração é vista como um fator crucial para o crescimento econômico, especialmente com o envelhecimento da população e a baixa taxa de natalidade. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também mencionou que as políticas de imigração estão desacelerando a oferta de mão de obra.

A escassez de trabalhadores pode pressionar os salários para cima, exacerbando a inflação. Um relatório do Bank of America Institute revelou que o crescimento salarial na construção civil já se aproxima de 8%, quase o dobro da média nacional. A falta de mão de obra qualificada, especialmente em setores críticos, pode resultar em custos mais altos e atrasos na construção de novas habitações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais