- Em 2025, trabalhadores que permanecem em seus empregos estão tendo um crescimento salarial maior do que aqueles que mudam de função.
- Dados do Federal Reserve Bank of Atlanta mostram que, em julho, os “stayers” tiveram um aumento de 4,1%, enquanto os “switchers” registraram 4%.
- Essa mudança reflete uma fraqueza no mercado de trabalho e uma queda na taxa de demissões voluntárias, que está em torno de 2% desde o início do ano.
- A atual incerteza econômica e altas taxas de juros levaram muitos a optar por “job hugging”, ou seja, a permanecer em seus empregos.
- Especialistas recomendam que os trabalhadores busquem networking e aprimoramento de habilidades para estarem preparados para futuras oportunidades.
Mudança nas Tendências de Crescimento Salarial: Trabalhadores que Permanecem em Empregos Superam os que Mudam
Em 2025, uma nova dinâmica salarial emergiu no mercado de trabalho dos Estados Unidos. Trabalhadores que permanecem em seus empregos estão experimentando um crescimento salarial superior ao dos que trocam de função, uma inversão significativa em relação ao que se observava historicamente. Essa mudança reflete uma fraqueza no mercado de trabalho e uma queda na taxa de demissões voluntárias.
Dados do Federal Reserve Bank of Atlanta mostram que, desde fevereiro, o crescimento salarial anual para os chamados “stayers” (aqueles que ficam) superou o dos “switchers” (aqueles que mudam). Em julho, os “stayers” registraram um aumento de 4,1%, enquanto os “switchers” tiveram um crescimento de 4%. Economistas apontam que essa reversão é um sinal de vulnerabilidade no mercado, semelhante a períodos de recessão.
Contexto do Mercado de Trabalho
Historicamente, trabalhadores que mudam de emprego costumam receber salários mais altos, pois buscam melhores oportunidades. No entanto, com a atual incerteza econômica e altas taxas de juros, muitos estão optando por “job hugging”, ou seja, permanecendo em suas funções atuais. O número de vagas de emprego caiu, e as contratações estão em seu ritmo mais lento em mais de uma década.
A taxa de demissões voluntárias também despencou, mantendo-se em torno de 2% desde o início do ano, o que não ocorria de forma tão consistente desde 2016. Essa situação indica que os trabalhadores estão menos confiantes em deixar seus empregos em busca de melhores oportunidades.
Desafios para os Trabalhadores
A diminuição da taxa de demissões sugere que muitos não estão dispostos a arriscar uma mudança, o que impacta diretamente o crescimento salarial. Allison Shrivastava, economista do site Indeed, afirma que os trabalhadores que são forçados a deixar seus empregos podem aceitar ofertas com salários inferiores, especialmente aqueles que estão desempregados há mais de seis meses.
Embora a troca de empregos ainda seja uma estratégia eficaz para aumentar salários, a atual falta de oportunidades limita essa opção. Especialistas recomendam que os trabalhadores busquem networking e oportunidades internas, além de se concentrarem em aprimorar suas habilidades para estarem prontos quando o mercado se recuperar.
Entre na conversa da comunidade