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Empresas americanas adotam estratégias de sobrevivência diante do aumento das taxas

Pequenas empresas nos EUA enfrentam colapsos iminentes devido a tarifas elevadas, resultando em demissões e fechamento de negócios históricos

Um mercado de vestuário em Guangzhou, China, 29 de julho de 2025. Embora tarifas ainda mais altas estejam suspensas, o imposto mínimo dos EUA sobre produtos da China é de 30%. (Foto: Qilai Shen/The New York Times)
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  • Pequenas empresas nos Estados Unidos enfrentam dificuldades financeiras devido a tarifas elevadas impostas pelo governo.
  • A MFG Direct USA e a Howard Miller estão à beira do colapso, com tarifas que chegam a 83% para produtos importados da China.
  • A média de tarifas nos EUA atingiu 18,6%, o maior nível em mais de 90 anos.
  • Proprietários de pequenas empresas relatam demissões e cortes de custos, com aumentos de até 200% nos custos de produção.
  • A Howard Miller anunciou o encerramento de suas atividades após 99 anos no mercado, refletindo a crise enfrentada por muitos empresários.

Após a implementação de tarifas elevadas pelo governo dos EUA, pequenas empresas enfrentam dificuldades financeiras severas. A MFG Direct USA, de Richard May, e a Howard Miller, fabricante de relógios, são exemplos de negócios à beira do colapso. As tarifas, que podem chegar a 83% para produtos importados da China, têm forçado empresários a demitir funcionários e cortar custos drasticamente.

Richard May, que fundou sua empresa em 1990, viu seu modelo de negócios, baseado na importação de componentes asiáticos, ameaçado. Ele afirmou que sua equipe trabalha arduamente para encontrar novos clientes, mas a situação é crítica. “Estamos por um fio”, disse May, refletindo a realidade de muitos pequenos empresários.

A situação se agrava com a média de tarifas nos EUA atingindo 18,6%, o maior nível em mais de 90 anos. Embora os EUA e a China tenham acordado em prorrogar a suspensão de tarifas que poderiam aumentar ainda mais, muitos empresários continuam a arcar com custos elevados. A Howard Miller anunciou que encerrará suas atividades após 99 anos no mercado, citando o impacto das tarifas sobre suas operações.

Jennifer Bergman, proprietária de uma loja de brinquedos em Nova York, também relatou dificuldades. Com o aumento dos preços devido às tarifas, ela não conseguiu manter o negócio aberto. “As pessoas estão hesitantes em gastar”, afirmou. Outros empresários, como Sari Wiaz, da Baby Paper, enfrentam aumentos de 25% nos custos de produção, tornando a continuidade de suas operações insustentável.

A situação é alarmante, com muitos empresários sentindo que não têm mais opções. Holly Eve, da Madame Lemy, destacou que as tarifas aumentaram os custos de produção em até 200%, levando-a a considerar o fechamento. A pressão financeira e a incerteza econômica estão levando muitos a desistir, enquanto o apoio que receberam durante a pandemia parece distante.

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