- O Bank of America projeta cortes significativos nas taxas de juros na América Latina até 2026, com Brasil, Colômbia e México liderando.
- O Brasil possui a maior taxa de juros da região, em 15%, e uma inflação de 5,23%, com expectativa de queda para 4,95% até o final do ano.
- O relatório recomenda a compra de títulos brasileiros, como o NTNB 2028, que apresenta uma taxa de 8,23%.
- O mercado mexicano deve ter uma redução de apenas 50 pontos-base nas taxas, em contraste com a expectativa de 125 pontos-base nos Estados Unidos até 2026.
- O cenário fiscal no Brasil é uma preocupação, especialmente em ano eleitoral, o que pode influenciar as decisões do Banco Central.
As principais economias da América Latina, incluindo Brasil, México e Colômbia, devem iniciar uma mudança em suas políticas monetárias, com cortes significativos nas taxas de juros projetados até 2026, segundo o Bank of America (BofA). O Brasil, que atualmente possui a taxa de juros mais alta da região, em 15%, enfrenta uma inflação de 5,23%, com expectativa de queda para 4,95% até o final do ano.
O relatório do BofA destaca que, além do Brasil, Colômbia e México também devem reduzir suas taxas de juros. O estudo menciona que o Chile e o Peru podem seguir o mesmo caminho, com cortes de 50 pontos-base até 2026. A análise aponta que as taxas de juros em moeda local permanecem elevadas em toda a América Latina, mas alguns mercados ainda oferecem oportunidades atrativas.
O BofA recomenda a compra de títulos brasileiros, como o NTNB 2028, que está vinculado à inflação e atualmente apresenta uma taxa de 8,23%. A expectativa de queda na inflação e a possibilidade de cortes nos juros nos Estados Unidos podem levar o Banco Central do Brasil a iniciar um ciclo de cortes em dezembro, com um possível ajuste de 50 pontos-base.
Projeções para o México e outros países
No México, o mercado projeta apenas uma redução de 50 pontos-base nas taxas, em contraste com a expectativa de 125 pontos-base de cortes nos EUA até 2026. O BofA observa que, para justificar essa diferença, a inflação mexicana precisaria ser mais persistente ou a economia do país teria que crescer de forma mais robusta que a dos EUA, o que não se concretiza atualmente.
Além disso, o relatório alerta para riscos que podem impactar a política monetária, como uma inflação inesperadamente alta ou um crescimento econômico mais forte. O peso mexicano enfrenta desafios, com o carry trade enfraquecendo e riscos de crescimento pressionando a moeda.
O cenário fiscal no Brasil também é uma preocupação, especialmente em um ano eleitoral, que pode influenciar as decisões do Banco Central e a confiança do mercado.
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