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SC e PE mostram disparidade no desemprego com 2,2% e 10,4% respectivamente

Desemprego em Santa Catarina é de 2,2%, enquanto Pernambuco enfrenta taxa de 10,4%, evidenciando desigualdades regionais no Brasil

Paula Lima, 28, em São José (SC); ela encontrou oportunidades de emprego no Sul (Foto: Giuliane Gava/Folhapress)
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  • O Brasil apresenta desigualdades regionais no mercado de trabalho, com Santa Catarina e Pernambuco em extremos opostos.
  • Em 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,2%, enquanto Pernambuco teve a maior, com 10,4%.
  • Paula Lima, que se mudou de Duque de Caxias para Santa Catarina, destaca a abundância de oportunidades de emprego na região.
  • Em contraste, Alex Sales dos Santos, em Recife, busca um emprego formal há um ano, mas realiza trabalhos informais para se sustentar.
  • O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as disparidades regionais persistem, com Santa Catarina se beneficiando de uma economia diversificada e Pernambuco enfrentando desafios estruturais.

O Brasil apresenta desigualdades regionais marcantes no mercado de trabalho, com Santa Catarina e Pernambuco ilustrando extremos opostos. No segundo trimestre de 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,2%, enquanto Pernambuco enfrenta a maior, com 10,4%.

Paula Lima, 28 anos, deixou Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em busca de oportunidades em Santa Catarina. Desde sua mudança em fevereiro de 2022, ela já trabalhou em quatro empregos e atualmente está na área administrativa de uma concessionária. “Aqui tem muita oportunidade”, afirma Paula, que reside em São José, na Grande Florianópolis.

Em contraste, Alex Sales dos Santos, 54 anos, vive em Recife e busca um emprego formal há um ano. Ele não é considerado desempregado nas estatísticas, pois realiza trabalhos informais. “O que aparecer, sendo um trabalho digno, estou pegando”, diz Alex, que conta com o apoio da esposa e de um projeto social para se recolocar no mercado.

Disparidades Regionais

Os dados do IBGE revelam que, apesar da recuperação do emprego após a pandemia, as disparidades regionais persistem. Santa Catarina, com uma economia diversificada, se beneficia de setores como indústria e serviços, enquanto Pernambuco enfrenta desafios históricos que dificultam sua recuperação. O economista Bruno Imaizumi destaca que o Brasil é um país com discrepâncias regionais significativas.

Pernambuco, por sua vez, tem uma economia menos diversificada e enfrenta problemas estruturais. O professor Edgard Leonardo Lima aponta que a história do estado, marcada pela escravidão e monoculturas, contribui para a marginalização de parte da população. A falta de infraestrutura e a dependência de programas sociais são desafios que o estado ainda precisa superar.

Cenário de Emprego

O mercado de trabalho em Santa Catarina é considerado resiliente, com uma taxa de informalidade de 24,7%, a menor do país. No entanto, isso ainda representa um número significativo de trabalhadores sem garantias formais. O professor Lauro Mattei ressalta que, apesar do bom momento, o estado não é um “oásis” e que 101 mil pessoas continuam desempregadas.

Enquanto isso, o setor da construção civil em Pernambuco, que já foi um motor de emprego, enfrenta uma queda significativa no número de ocupações. O sociólogo Sidartha Soria e Silva observa que a desmobilização de canteiros de obras não foi acompanhada pela absorção desse contingente em outros setores, refletindo a necessidade de políticas públicas eficazes para a geração de empregos.

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