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Indústria da construção revisa para baixo projeção de crescimento para 2,2%

Setor de construção civil enfrenta queda no consumo e desaceleração nas contratações, impactando o crescimento do PIB em 2025

Já era esperado que o setor tivesse em 2025 um crescimento menor do que em 2024 (Foto: Tiago Queiroz/Estadão)
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  • O setor de construção civil revisou a estimativa de crescimento do PIB da construção de 3% para 2,2% em 2025.
  • A mudança foi anunciada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
  • A queda no consumo de materiais e a desaceleração nas contratações foram os principais fatores para a revisão.
  • O faturamento da indústria de materiais de construção caiu 2,7% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior.
  • A alta taxa de juros e a incerteza sobre o equilíbrio fiscal afetam tanto famílias quanto empresas, dificultando a recuperação econômica.

O setor de construção civil enfrenta um cenário desafiador, com a redução da estimativa de crescimento do PIB da construção de 3% para 2,2% em 2025. A revisão foi feita pelo Sinduscon-SP e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que destacam a queda no consumo de materiais e a desaceleração nas contratações.

A pressão dos juros altos tem impactado o nível de atividade do setor, conforme apontou Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da FGV. Apesar de um crescimento esperado, a economista observou que o setor está passando por um processo de acomodação. O faturamento da indústria de materiais de construção caiu 2,7% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo uma inflexão no consumo.

Desaceleração nas Contratações

Outro indicativo preocupante é a redução no ritmo de contratações pelas construtoras, mesmo com um volume elevado de novos projetos. Castelo ressaltou que a decisão dos empresários de adiar o início das obras pode estar contribuindo para essa desaceleração. O consumo de materiais, que começou o ano de forma robusta, agora enfrenta desafios devido à dependência de financiamentos e cartões de crédito.

O cenário econômico mais amplo também influencia o setor. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou uma alta de 3,9% nos 12 meses encerrados em junho, uma desaceleração em relação ao mês anterior. Essa tendência reflete os efeitos da política monetária contracionista, que mantém os juros elevados.

Preocupações com o Equilíbrio Fiscal

Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, expressou preocupação com o equilíbrio das contas públicas, que gera incertezas sobre a esperada queda dos juros. Ele destacou que a alta taxa de juros, mantida por um longo período, penaliza tanto famílias quanto empresas. O cenário atual exige atenção redobrada, uma vez que a inflação ainda se mantém elevada, impactando a recuperação econômica do Brasil.

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