- A disparidade salarial entre CEOs e funcionários de empresas de baixa remuneração do S&P 500 aumentou em 12,9% entre 2019 e 2024, segundo o relatório Executive Excess 2025 do Institute for Policy Studies.
- A relação média de salários passou de 560 para 1 em 2019 para 632 para 1 em 2024.
- A Starbucks apresentou a maior diferença, com uma relação de 6.666 para 1 entre o salário do CEO, Brian Niccol, de US$ 95,8 milhões, e a mediana salarial dos funcionários, de US$ 14.674.
- Em 22 das empresas analisadas, a mediana dos salários dos trabalhadores caiu, com a Ulta Beauty registrando uma queda de 46%, para US$ 11.078.
- Uma pesquisa revelou que 80% dos eleitores acreditam que empresas com grandes disparidades salariais devem ser penalizadas.
A disparidade salarial entre CEOs e funcionários de empresas de baixa remuneração do S&P 500 aumentou 12,9% entre 2019 e 2024, conforme revelado pelo relatório Executive Excess 2025, do Institute for Policy Studies. O estudo, divulgado na quinta-feira (21), destaca que a diferença média de salários passou de 560 para 1 em 2019 para 632 para 1 em 2024.
Entre as 100 empresas analisadas, a Starbucks se destacou com a maior disparidade, apresentando uma relação de 6.666 para 1 entre o salário do CEO, Brian Niccol, que recebeu US$ 95,8 milhões, e a mediana salarial dos funcionários, que foi de apenas US$ 14.674. O aumento na remuneração dos CEOs foi de 34,7%, enquanto os salários dos trabalhadores cresceram apenas 16,3%, atingindo uma mediana de US$ 35.570.
Impacto nas Condições de Trabalho
O relatório também revela que, em 22 das empresas analisadas, a mediana dos salários dos trabalhadores caiu no período. O caso mais extremo foi da Ulta Beauty, onde os salários despencaram 46%, para US$ 11.078, em parte devido ao aumento de contratações em regime de meio período. Essa situação evidencia como a disparidade salarial pode agravar desigualdades de gênero e raça, uma vez que mulheres e pessoas negras ou latinas predominam entre os trabalhadores de baixa renda.
Reações e Consequências
Uma pesquisa do Data for Progress indica que 80% dos eleitores acreditam que empresas com grandes disparidades salariais devem ser penalizadas. Além disso, 80% dos trabalhadores consideram que os CEOs são supervalorizados. O estudo também aponta que 32 bilionários têm suas fortunas ligadas a essas empresas de baixa remuneração, com o Walmart sendo um dos principais exemplos.
O relatório destaca ainda que algumas das “Low-Wage 100” priorizaram recompra de ações em vez de investir em salários. A Lowe’s liderou essa lista, gastando US$ 46,6 bilhões em recompras entre 2019 e 2024, seguida pela Home Depot, com US$ 37,8 bilhões. Essa tendência levanta questões sobre as prioridades das empresas em relação ao bem-estar de seus funcionários.
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