- Os investimentos em ações de mercados emergentes aumentaram, impulsionados por expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e uma inflação favorável.
- O índice MSCI Emerging Markets Index subiu 14% desde abril, refletindo otimismo entre os investidores.
- Gestores de fundos, como os da Fidelity International e da T. Rowe Price, acreditam que os ativos emergentes podem superar os desenvolvidos devido a políticas fiscais conservadoras.
- O iShares Core MSCI Emerging Markets ETF recebeu cerca de US$ 5,8 bilhões desde o “Dia da Libertação” de Trump, enquanto o Vanguard FTSE Developed Market ETF atraiu US$ 5,6 bilhões.
- O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou possíveis cortes nas taxas de juros em setembro, aumentando o apetite por ativos emergentes.
Os investimentos em ações de mercados emergentes estão em ascensão, impulsionados por expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e uma inflação favorável. Desde abril, o índice MSCI Emerging Markets Index subiu 14%, refletindo um otimismo crescente entre os investidores.
Gestores de fundos, como os da Fidelity International e da T. Rowe Price, acreditam que os ativos dos mercados emergentes podem superar os desenvolvidos. A análise aponta que políticas fiscais conservadoras e a expectativa de flexibilização monetária nos EUA são fatores que favorecem esse desempenho. A inflação controlada também contribui para um ambiente propício ao crescimento.
Os fluxos de investimento para ações emergentes estão crescendo rapidamente. Desde o anúncio do “Dia da Libertação” de Trump, em 2 de abril, o iShares Core MSCI Emerging Markets ETF recebeu cerca de US$ 5,8 bilhões, representando 5,8% de seus ativos. Em comparação, o Vanguard FTSE Developed Market ETF atraiu US$ 5,6 bilhões, mas apenas 3,3% de seus ativos.
Expectativas de Crescimento
O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou recentemente que um corte nas taxas de juros pode ocorrer em setembro, aumentando o apetite por ativos emergentes. O MSCI Emerging Markets Index e seu par desenvolvido apresentaram ganhos semelhantes, com 4% de retorno em títulos de mercados emergentes, em comparação com 3% nos desenvolvidos.
Analistas destacam que as políticas fiscais mais ortodoxas nos mercados emergentes são um diferencial. Archie Hart, da Ninety One, observa que esses países têm diretores de políticas pragmáticos e disciplinados, evitando déficits fiscais insustentáveis. Além disso, as avaliações nos mercados emergentes permanecem mais atraentes, com perspectivas de crescimento de lucros mais robustas.
Atração dos Títulos
Os títulos de mercados emergentes também são considerados atraentes devido à inflação relativamente baixa. O Citi Inflation Surprise Index para esses mercados teve uma média de menos 19 este ano, indicando que a inflação ficou abaixo das expectativas. Em contraste, os mercados desenvolvidos enfrentam desafios com níveis crescentes de dívida.
Os gestores de fundos continuam otimistas em relação às moedas de países em desenvolvimento, especialmente o real brasileiro, que se beneficia de um carry elevado e de um sentimento fiscal melhorado. A combinação de fatores favoráveis sugere que os mercados emergentes estão bem posicionados para um desempenho superior nos próximos meses.
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