- O Ibovespa apresentou leve melhora em agosto, segundo levantamento do Itaú BBA.
- Quase metade dos investidores acredita que o índice encerrará o ano entre 140 mil e 150 mil pontos.
- A confiança média dos gestores foi de 7,03, o segundo maior índice desde o início de 2024.
- Setores defensivos, como utilities e bancos, são os mais procurados pelos investidores.
- Expectativas sobre a política monetária estão divididas, com mudanças significativas previstas para 2025 e 2026.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, apresentou uma leve melhora em agosto, conforme levantamento do Itaú BBA. A pesquisa, realizada entre 18 e 22 de agosto com 131 investidores, revelou que quase metade dos entrevistados acredita que o índice encerrará o ano entre 140 mil e 150 mil pontos. A confiança média dos gestores foi de 7,03 em uma escala de zero a dez, o segundo maior índice desde o início de 2024.
A pesquisa também indicou que 69% dos gestores têm uma visão positiva para os próximos seis meses, enquanto apenas 5% se mostraram pessimistas. No entanto, as expectativas em relação à política monetária estão divididas, com a maioria acreditando que mudanças significativas ocorrerão apenas entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026.
Setores em Foco
Os investidores estão se concentrando em setores considerados defensivos. O setor de utilities lidera com 61,8% de sobrepeso, seguido por grandes bancos com 44,3% e o setor financeiro fora dos “bancões” com 35,1%. Construtoras e incorporadoras têm 30,5%, enquanto o varejo aparece com 22,1%. Entre as ações mais mencionadas estão Sabesp, BTG Pactual, Itaú, Eletrobras e Nubank, sendo este último apontado como o com maior potencial de valorização nos próximos meses.
Os gestores de hedge funds estão mais expostos a utilities e menos a grandes bancos, enquanto os investidores de São Paulo tendem a focar em consumo e construção, e os do Rio de Janeiro, em saúde.
Expectativas e Riscos
Os fatores que mais influenciam o mercado nos próximos meses incluem a política doméstica e a curva de juros locais, seguidos pelos juros globais. A possibilidade de uma recessão global, embora ainda uma preocupação, caiu de 62% para 36% entre os entrevistados. A aceleração da inflação e dos juros agora ocupa o segundo lugar nas preocupações, citada por 31% dos participantes.
No cenário internacional, o humor com as bolsas dos Estados Unidos melhorou, com uma avaliação média de 6,16, superando os 5,04 da pesquisa anterior. Quando questionados sobre a América Latina, dois terços dos investidores escolheram a Argentina como o país com a visão mais positiva, seguido pelo Chile com 20%.
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