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Petrobras condiciona injeção de capital na Braskem à venda de participação da Novonor

Petrobras condiciona aporte na Braskem à venda da participação da Novonor, visando evitar a nacionalização da petroquímica

Com a situação financeira da Novonor, como ela faria um aporte? (Foto: Lucas Landau/Bloomberg)
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  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a injeção de capital na Braskem depende da venda da participação da Novonor a um novo investidor.
  • O objetivo é evitar a nacionalização da Braskem, conforme declaração à Bloomberg News.
  • A Novonor, que controla 50,1% da Braskem, enfrenta dificuldades financeiras e não pode aumentar sua participação.
  • A Braskem lida com excesso de capacidade global e repercussões de um desastre ambiental, afetando seu grau de investimento.
  • Magda destacou a necessidade de um “acordo de acionistas aceitável” para garantir a voz da Petrobras na administração da Braskem.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a injeção de capital na Braskem está condicionada à venda da participação da Novonor na petroquímica a um novo investidor. A medida visa evitar a nacionalização da Braskem, conforme declarado em entrevista à Bloomberg News. Magda ressaltou que, com a atual situação financeira da Novonor, a empresa não pode aumentar sua participação na Braskem, tornando essencial a entrada de um novo sócio.

A Braskem enfrenta desafios significativos, como o excesso de capacidade global e as repercussões de um desastre ambiental que afetaram seu grau de investimento. Recentemente, a empresa também lidou com a venda de seus títulos, impulsionada por preocupações sobre uma possível aquisição por Nelson Tanure, um investidor conhecido por atuar em ativos em dificuldades. A Petrobras, que possui 47% das ações ordinárias da Braskem, vê sinergias potenciais, especialmente em combustíveis renováveis, e busca um papel mais ativo na gestão da maior produtora de petroquímicos da América Latina.

A Novonor, anteriormente Odebrecht, está em um processo de reestruturação após o escândalo de corrupção da Lava Jato e tem tentado se desfazer de sua participação na Braskem. Atualmente, controla 50,1% do capital votante da empresa. Magda destacou que qualquer novo investidor deve aceitar um “acordo de acionistas aceitável”, garantindo que a Petrobras tenha voz na administração da Braskem. A presidente também expressou preocupação com a descentralização da gestão da Braskem, que levou a negociações de ativos sem a autorização de um dos principais sócios.

As discussões sobre o futuro da Braskem incluem a possibilidade de listagem no Novo Mercado, que possui regras de governança mais rigorosas, e a divisão de ativos. No entanto, essas conversas ainda estão em estágios iniciais, conforme Magda.

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