- O Banco de Brasília (BRB) anunciou a redução da participação que pretende adquirir no Banco Master, de R$ 48 bilhões para R$ 23,9 bilhões.
- A diminuição ocorreu após auditoria que excluiu ativos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
- O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, informou que as negociações com o Banco Central estão mais lentas do que o esperado.
- A auditoria resultou em uma redução de R$ 13,5 bilhões no valor total da operação, e os passivos do Banco Master não terão cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
- O novo modelo de governança do Banco Master será liderado pelo BRB, sem a participação do antigo controlador, Daniel Vorcaro.
BRASÍLIA – O Banco de Brasília (BRB) anunciou uma redução significativa na fatia que pretende adquirir do Banco Master, passando de R$ 48 bilhões para R$ 23,9 bilhões. A mudança ocorreu após auditoria que excluiu ativos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, confirmou que as negociações com o Banco Central estão mais lentas do que o esperado.
A auditoria identificou que diversos ativos não se encaixavam no perfil do BRB, resultando em uma redução de R$ 13,5 bilhões no valor total da operação. Costa destacou que a diligência e as interações com o Banco Central foram mais complexas do que inicialmente previsto, mas acredita que a aprovação do negócio ocorrerá em breve. Ele também mencionou que os passivos do Banco Master que serão transferidos ao BRB não terão cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Governança e Investigações
O novo modelo de governança do Banco Master será liderado pelo BRB, com a participação de outros acionistas. O antigo controlador, Daniel Vorcaro, que detém cerca de 49% das ações ordinárias, não fará parte do novo grupo de controle. Costa afirmou que as investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apuram indícios de crimes financeiros na gestão do Banco Master, não afetarão a operação, pois os ativos envolvidos não estão no escopo da transação.
O BRB busca ativos com maior liquidez e previsibilidade, excluindo aqueles que dependem de homologações futuras. A expectativa é que a operação, que já enfrenta resistência de autoridades e investigações em andamento, seja finalizada com um valor de patrimônio líquido em torno de R$ 1,8 bilhão. O BRB continua a trabalhar para garantir que a nova estrutura do Banco Master atenda aos padrões de governança e operação estabelecidos.
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