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Setor pesqueiro perde US$ 182 milhões e prevê demissões se crédito não for liberado

Setor de pescados brasileiro enfrenta demissões iminentes e busca R$ 700 milhões em crédito para evitar colapso na produção

Eduardo Lobo Naslavsky, presidente da Abipesca, diz que o setor vendeu pescados com prejuízo para os Estados Unidos (Foto: Acervo Abipesca)
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  • O setor de pescados brasileiro enfrenta uma crise, com perdas de US$ 182 milhões devido a uma sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
  • Eduardo Lobo Naslavsky, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), alerta sobre demissões iminentes se linhas de crédito não forem liberadas rapidamente.
  • As empresas precisam de cerca de R$ 700 milhões para superar a crise. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou que as empresas poderão buscar os bancos a partir de 4 de setembro.
  • Para manter a produção, empresários estão vendendo pescados a preços reduzidos e negociando com o mercado asiático. Apesar das perdas, entre 65% e 70% do pescado pronto para exportação foi vendido.
  • A reabertura do mercado europeu é considerada a melhor solução, mas depende de uma auditoria da União Europeia, que pode levar até 12 meses. Naslavsky acredita que um empenho político do governo brasileiro pode acelerar as negociações.

O setor de pescados brasileiro enfrenta uma crise severa, com perdas de US$ 182 milhões desde a imposição de uma sobretaxa de 50% pelos Estados Unidos, anunciada em julho. Eduardo Lobo Naslavsky, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), alerta que, sem a liberação rápida de linhas de crédito, demissões podem ocorrer em breve.

As empresas do setor necessitam de cerca de R$ 700 milhões para superar a crise. Naslavsky destaca que as linhas de crédito anunciadas são adequadas, mas a agilidade na liberação é crucial. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que as empresas podem buscar os bancos a partir de 4 de setembro, mas o tempo é um fator crítico.

Para manter a produção, os empresários adotaram estratégias como a venda de pescados a preços reduzidos e a negociação com o mercado asiático. Naslavsky observa que, apesar das perdas, entre 65% e 70% do pescado pronto para exportação foi vendido, mas o restante permanece em estoque. A expectativa é que uma solução política entre Brasil e Estados Unidos possa reabrir mercados.

Alternativas e Desafios

A inclusão dos pescados em programas de compra emergencial pelo governo é vista como positiva, mas atende apenas uma fração da produção. Naslavsky ressalta que produtos de alto custo, como lagosta e atum, não podem ser incluídos. A melhor solução, segundo ele, seria a reabertura do mercado europeu, que está suspenso por questões sanitárias.

Para isso, uma auditoria da União Europeia no Brasil é necessária, mas pode levar até 12 meses. Naslavsky acredita que um empenho político do governo brasileiro poderia acelerar as negociações, reduzindo a dependência do mercado americano. A situação permanece crítica, e o setor aguarda ações rápidas para evitar demissões e garantir a continuidade da produção.

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