- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que a China forneça ímãs ou enfrentará tarifas de 200% sobre produtos chineses.
- A China implementou restrições de exportação sobre terras raras, essenciais para tecnologias como smartphones e carros elétricos.
- O Brasil, com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, busca desenvolver sua indústria nesse setor, investindo em iniciativas como o Projeto MagBras.
- O Ministério de Minas e Energia (MME) está criando um fundo de participação de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral e uma chamada pública de R$ 5 bilhões para plantas industriais.
- Especialistas alertam que a China ainda detém a tecnologia necessária para o processamento de terras raras, enquanto os EUA firmaram uma parceria com a Ucrânia para explorar seu potencial mineral.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China deve fornecer ímãs aos Estados Unidos ou enfrentar tarifas de 200% sobre produtos chineses. A declaração foi feita em meio à crescente tensão comercial entre as duas potências, que já se envolvem em uma série de tarifas desde o início do chamado “tarifaço”.
A China, por sua vez, expressou preocupações sobre o controle das terras raras, essenciais para diversas tecnologias, e em abril implementou restrições de exportação sobre itens desse setor, incluindo ímãs. Esses elementos químicos são fundamentais para a fabricação de smartphones, carros elétricos, turbinas eólicas, entre outros produtos. Os ímãs mais potentes são feitos de ligas de terras raras como neodímio e samário.
O Brasil, que possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, busca desenvolver sua própria indústria nesse setor. O Ministério de Minas e Energia (MME) reconhece a necessidade de agregar valor aos minerais e está investindo em iniciativas como o Projeto MagBras, que visa criar uma cadeia de produção de ímãs permanentes.
Entre as ações em andamento, destacam-se:
1. Um fundo de participação de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral.
2. Debêntures incentivadas para projetos de transformação de minerais.
3. Uma chamada pública de R$ 5 bilhões para plantas industriais.
O MME acredita que o Brasil tem uma janela de oportunidade para desenvolver uma robusta indústria de processamento de terras raras, aproveitando sua oferta de energia limpa. Apesar do potencial, especialistas alertam que a China ainda detém a tecnologia e as patentes necessárias para o processamento desses minerais.
Recentemente, os EUA firmaram uma parceria com a Ucrânia para explorar seu potencial mineral e Trump anunciou um acordo com a China para fornecimento temporário de ímãs e terras raras, embora sem confirmação oficial. Especialistas como Ronaldo Carmona, professor de geopolítica, enfatizam a importância de o Brasil tratar os minerais críticos como ativos estratégicos para seus interesses nacionais.
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