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Trump pressiona China sobre metais enquanto Brasil se destaca no setor

EUA impõem tarifas severas à China enquanto Brasil investe em sua indústria de terras raras, buscando autonomia no setor estratégico

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — Foto: Arte/g1
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que a China forneça ímãs ou enfrentará tarifas de 200% sobre produtos chineses.
  • A China implementou restrições de exportação sobre terras raras, essenciais para tecnologias como smartphones e carros elétricos.
  • O Brasil, com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, busca desenvolver sua indústria nesse setor, investindo em iniciativas como o Projeto MagBras.
  • O Ministério de Minas e Energia (MME) está criando um fundo de participação de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral e uma chamada pública de R$ 5 bilhões para plantas industriais.
  • Especialistas alertam que a China ainda detém a tecnologia necessária para o processamento de terras raras, enquanto os EUA firmaram uma parceria com a Ucrânia para explorar seu potencial mineral.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China deve fornecer ímãs aos Estados Unidos ou enfrentar tarifas de 200% sobre produtos chineses. A declaração foi feita em meio à crescente tensão comercial entre as duas potências, que já se envolvem em uma série de tarifas desde o início do chamado “tarifaço”.

A China, por sua vez, expressou preocupações sobre o controle das terras raras, essenciais para diversas tecnologias, e em abril implementou restrições de exportação sobre itens desse setor, incluindo ímãs. Esses elementos químicos são fundamentais para a fabricação de smartphones, carros elétricos, turbinas eólicas, entre outros produtos. Os ímãs mais potentes são feitos de ligas de terras raras como neodímio e samário.

O Brasil, que possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, busca desenvolver sua própria indústria nesse setor. O Ministério de Minas e Energia (MME) reconhece a necessidade de agregar valor aos minerais e está investindo em iniciativas como o Projeto MagBras, que visa criar uma cadeia de produção de ímãs permanentes.

Entre as ações em andamento, destacam-se:

1. Um fundo de participação de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral.

2. Debêntures incentivadas para projetos de transformação de minerais.

3. Uma chamada pública de R$ 5 bilhões para plantas industriais.

O MME acredita que o Brasil tem uma janela de oportunidade para desenvolver uma robusta indústria de processamento de terras raras, aproveitando sua oferta de energia limpa. Apesar do potencial, especialistas alertam que a China ainda detém a tecnologia e as patentes necessárias para o processamento desses minerais.

Recentemente, os EUA firmaram uma parceria com a Ucrânia para explorar seu potencial mineral e Trump anunciou um acordo com a China para fornecimento temporário de ímãs e terras raras, embora sem confirmação oficial. Especialistas como Ronaldo Carmona, professor de geopolítica, enfatizam a importância de o Brasil tratar os minerais críticos como ativos estratégicos para seus interesses nacionais.

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