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Yara destaca pagamento a agricultores como essencial para a transição energética

Yara Fertilizantes busca lucratividade na descarbonização agrícola e investe em parcerias para reduzir a pegada de carbono no Brasil

Svein Tore Holsether, CEO global da Yara Fertilizantes: Desde sua chegada na nova função, a companhia norueguesa tem acelerado em projetos de descabornização (Foto: César H.S. Rezende)
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  • A Yara Fertilizantes, empresa norueguesa, enfatiza a necessidade de tornar a transição verde no agronegócio lucrativa.
  • O CEO, Svein Tore Holsether, afirmou que a lucratividade é essencial para a descarbonização, destacando que “não haverá transição verde com números vermelhos”.
  • A empresa, que gera trinta por cento de seu faturamento no Brasil, firmou parcerias com cooperativas locais, como a Cooxupé, para fornecer fertilizantes de baixo carbono, reduzindo em até quarenta por cento a pegada de carbono das plantações.
  • A Yara também colabora com a Petrobras em projetos para diminuir as emissões de óxidos de nitrogênio no setor de transporte.
  • A COP30, que ocorrerá em novembro no Brasil, é vista como uma oportunidade para discutir a descarbonização do sistema alimentar e aumentar a demanda por produtos de baixo carbono.

Oslo (Noruega) — A Yara Fertilizantes, empresa norueguesa focada na descarbonização agrícola, destaca a necessidade de tornar a transição verde lucrativa. O CEO, Svein Tore Holsether, afirmou que a lucratividade é essencial para agricultores e empresas, enfatizando que “não haverá transição verde com números vermelhos”.

A Yara, que gera 30% de seu faturamento no Brasil, firmou parcerias com cooperativas locais, como a Cooxupé, para fornecer fertilizantes de baixo carbono, reduzindo em até 40% a pegada de carbono das plantações. Além disso, a empresa colabora com a Petrobras em projetos que visam diminuir as emissões de óxidos de nitrogênio no setor de transporte.

Parcerias Estratégicas

Holsether ressaltou a importância de criar cadeias de valor completas e incentivos para que os agricultores possam monetizar a descarbonização. Ele mencionou que muitos produtores estão dispostos a participar, mas carecem de informações sobre como acessar oportunidades, como os créditos de carbono. “Precisamos garantir que o agricultor esteja no centro do processo”, afirmou.

A Yara já colhe os frutos de seus investimentos em descarbonização, com 80 projetos em andamento. A empresa atingiu suas metas de redução de emissões para 2024 e está em vias de alcançar as de 2025. Holsether também destacou a implementação de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, com um projeto na Holanda que começará a capturar 800 mil toneladas de CO2.

Oportunidade na COP30

A COP30, que ocorrerá em novembro no Brasil, é vista como uma oportunidade para ampliar o debate sobre a descarbonização do sistema alimentar. Holsether acredita que o evento pode impulsionar a demanda por produtos de baixo carbono, beneficiando tanto agricultores quanto empresas. A Yara continua a investir em inovações, como a produção de amônia a partir de biometano, evidenciando seu compromisso com a sustentabilidade no agronegócio.

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