- A Autoridade do Canal do Panamá anunciou a venda de direitos sobre dois portos em construção.
- O objetivo é aumentar a concorrência e reduzir a influência de grandes operadores, como a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a estatal chinesa Cosco.
- Os portos, localizados em lados opostos do Canal, serão oferecidos a empresas para construção e administração por 20 anos.
- A expectativa é que os novos portos adicionem cerca de US$ 500 milhões à receita anual do Canal, que atualmente é de aproximadamente US$ 5 bilhões.
- A BlackRock firmou um acordo para adquirir participações majoritárias em portos operados pela Hutchison, enquanto a Cosco não poderá participar do processo licitatório devido ao seu status governamental.
A Autoridade do Canal do Panamá anunciou, nesta terça-feira, 26, planos para vender direitos sobre dois portos em construção. A medida visa aumentar a concorrência e diminuir a influência de grandes operadores, como a Mediterranean Shipping Co. (MSC) e a estatal chinesa Cosco.
A iniciativa surge em um contexto de negociações envolvendo a BlackRock, que firmou um acordo para adquirir participações majoritárias em portos operados pela Hutchison, de Hong Kong. O The Wall Street Journal informou que a Cosco, interessada na região, não poderá participar do processo licitatório devido ao seu status como entidade governamental.
Detalhes dos Portos
Os dois portos, localizados em lados opostos do Canal, serão oferecidos a empresas que se encarregarão da construção e administração por um período de 20 anos. O porto no Atlântico será situado na Ilha Telfers, próximo a um terminal de gás natural em construção. Entre as empresas que devem apresentar propostas estão a APM Terminals, da dinamarquesa Maersk, e a francesa CMA CGM.
A expectativa é que, após a assinatura das concessões, os novos portos adicionem cerca de US$ 500 milhões à receita anual do Canal, que atualmente gira em torno de US$ 5 bilhões. O acordo maior envolvendo BlackRock, MSC e Hutchison, avaliado em US$ 22,8 bilhões, abrange dezenas de portos ao redor do mundo e pode incluir a Cosco como parceira nos portos de Balboa e Cristóbal, embora a participação chinesa enfrente resistência política dos Estados Unidos.
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