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Crédito livre cresce 0,5% em julho e famílias apresentam leve queda na dívida

A inadimplência cresce em meio ao aumento das concessões de crédito, enquanto o endividamento das famílias permanece elevado

Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • As concessões de crédito livre no Brasil aumentaram 0,5% em julho, totalizando R$ 571,4 bilhões.
  • No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 12,8%. As concessões para pessoas físicas subiram 4,4%, enquanto as destinadas a empresas caíram 4,0%.
  • A inadimplência subiu de 5,0% em junho para 5,2% em julho. Para pessoas físicas, a taxa foi de 6,3% para 6,5%, e para empresas, de 3,1% para 3,3%.
  • O endividamento das famílias com o sistema financeiro caiu de 48,9% para 48,7%. O comprometimento da renda das famílias também teve leve queda, de 27,7% para 27,6%.
  • O saldo total da carteira de crédito cresceu 0,4% em julho, com o crédito livre aumentando 0,2% e o direcionado 0,7%.

As concessões de crédito livre no Brasil aumentaram 0,5% em julho, totalizando R$ 571,4 bilhões, conforme dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quarta-feira, 27. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 12,8%. As concessões para pessoas físicas subiram 4,4%, enquanto as destinadas a empresas recuaram 4,0%.

Entretanto, a inadimplência também apresentou alta, subindo de 5,0% em junho para 5,2% em julho. Para pessoas físicas, a taxa passou de 6,3% para 6,5%, enquanto para empresas, a oscilação foi de 3,1% para 3,3%. No crédito direcionado, a inadimplência aumentou de 1,6% para 1,8% no mesmo período.

Endividamento das Famílias

O endividamento das famílias com o sistema financeiro brasileiro caiu levemente, de 48,9% em maio para 48,7% em junho. O pico histórico foi registrado em julho de 2022, com 49,9%. Desconsiderando as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 30,5%. O comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) também apresentou leve queda, passando de 27,7% para 27,6%.

O aumento da inadimplência reflete uma tendência preocupante no mercado de crédito, que já enfrenta desafios com taxas de juros elevadas. O rotativo do cartão de crédito, por exemplo, atingiu 60,5%, o maior índice desde 2011. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou a necessidade de cautela ao utilizar essa modalidade de crédito, que apresenta juros que podem ultrapassar 446,6% ao ano.

Cenário Atual

O saldo total da carteira de crédito cresceu 0,4% em julho, com o crédito livre aumentando 0,2% e o direcionado 0,7%. Apesar da desaceleração no crescimento do crédito, o consignado privado alcançou um saldo histórico de R$ 49,7 bilhões. Os juros nessa modalidade, embora tenham apresentado leve redução, permanecem altos, com uma média de 55,5% ao ano em julho.

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