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Dólar deve seguir em queda, aponta análise de economista do Itaú Unibanco

Itaú prevê desvalorização do dólar e cortes de juros lentos pelo FED, com pausa prolongada na Selic pelo Copom nos próximos meses

Fachada do Itaú (Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo)
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  • O Itaú Unibanco prevê um enfraquecimento contínuo do dólar nos próximos meses, segundo o economista-chefe Mário Mesquita.
  • Mesquita destaca que tarifas dos Estados Unidos a outros países elevaram as pressões inflacionárias internas.
  • O Federal Reserve (FED) deve iniciar cortes de juros, mas de forma lenta, devido ao aquecimento da economia americana e ao baixo desemprego.
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou uma pausa prolongada na taxa Selic, que pode durar até nove reuniões.
  • A política monetária atual já apresenta resultados positivos, com queda na inflação implícita, conforme a pesquisa Focus.

O Itaú Unibanco projeta um enfraquecimento contínuo do dólar nos próximos meses, conforme análise de seu economista-chefe, Mário Mesquita. Ele destaca que as tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países geraram um choque de oferta, elevando as pressões inflacionárias internas.

Mesquita prevê que o Federal Reserve (FED) deve iniciar cortes de juros, mas de forma mais lenta do que o mercado espera, devido ao aquecimento da economia americana e ao baixo índice de desemprego. A autonomia do FED também está sob questionamento, especialmente após a destituição da diretora Lisa Cook pelo presidente Donald Trump, que critica a postura do presidente do banco, Jerome Powell.

Mudanças na Política Monetária

A expectativa é que, nos próximos seis a nove meses, o FED adote uma postura mais leniente em relação à inflação. Mesquita observa que, tradicionalmente, um aumento nas taxas de juros leva à valorização da moeda local, mas atualmente o dólar tem se desvalorizado, um fenômeno mais comum em economias emergentes. Ele afirma que o cenário americano indica uma moeda frágil e que o dólar deve continuar a cair.

O Itaú estima que a tarifa de 50% aplicada aos produtos brasileiros equivale a uma alíquota média de 30%, considerando as exceções. No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou uma pausa prolongada na taxa Selic, interrompendo o ciclo de cortes. Mesquita menciona que, quando o Banco Central utiliza o termo “prolongado”, isso pode significar uma pausa de até nove reuniões.

Expectativas e Resultados

O economista ressalta que o Banco Central já começa a colher resultados positivos, refletidos nas expectativas da pesquisa Focus. A inflação implícita já apresentou queda, antecipando movimentos favoráveis. Mesquita conclui que a política monetária atual está começando a mostrar frutos, com melhorias nas expectativas econômicas.

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