- Em 2025, três em cada cinco profissionais brasileiros buscam novas oportunidades de emprego, segundo levantamento do LinkedIn.
- A Geração Z se destaca, com sessenta e oito por cento planejando trocar de trabalho, enquanto sessenta e cinco por cento dos Millennials também têm essa intenção.
- A permanência em um emprego, antes vista como sinônimo de estabilidade, é agora questionada.
- Joaquim Santini, pesquisador sobre vida organizacional, afirma que a permanência estratégica deve promover evolução e que ciclos curtos podem indicar falta de integração.
- A diferença geracional é evidente: apenas quarenta e um por cento dos Boomers pretendem mudar de emprego, enquanto novas gerações priorizam propósito e desenvolvimento profissional.
A busca por novas oportunidades de emprego se intensificou no Brasil em 2025, com 3 em cada 5 profissionais considerando a troca de emprego, conforme levantamento do LinkedIn. Essa mudança é especialmente notável entre a Geração Z, onde 68% planejam mudar de trabalho, em comparação a 65% dos Millennials. Essa tendência reflete uma transformação nas expectativas sobre carreira e desenvolvimento profissional.
A permanência em um emprego, antes vista como sinônimo de estabilidade, agora é questionada. Joaquim Santini, pesquisador sobre vida organizacional, destaca que o tempo ideal de permanência varia conforme o contexto, a complexidade da função e a cultura da empresa. Ele alerta que ciclos muito curtos, abaixo de um ano, podem indicar falta de integração, enquanto permanências longas sem crescimento podem sinalizar estagnação.
Santini define a permanência estratégica como aquela em que o profissional evolui através de diferentes estágios, algo que raramente ocorre em menos de dois anos. Ele enfatiza que a estabilidade deve ser vista como construção de vínculos e maturação de entregas, e não como comodismo. As empresas valorizam profissionais que enfrentaram desafios e se desenvolveram em ambientes reais.
A diferença geracional na busca por emprego é clara: enquanto 68% da Geração Z planejam mudar, apenas 41% dos Boomers têm a mesma intenção. Santini observa que as novas gerações priorizam propósito e autonomia, e não permanecem em empresas que não oferecem desenvolvimento ou que não alinham com seus valores.
Embora a permanência seja importante, Santini ressalta que deixar um emprego pode ser a decisão certa em situações de incompatibilidade ou perda de propósito. Ele recomenda cautela antes de uma saída prematura, sugerindo que os profissionais avaliem se a vontade de sair é uma fuga ou um movimento genuíno de crescimento. Além disso, é essencial fechar ciclos com dignidade e construir uma narrativa coerente sobre a trajetória profissional.
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