- O Brasil enfrenta desafios logísticos no escoamento de grãos, especialmente em Mato Grosso, que tem apenas 63% da produção armazenável.
- Na safra 2024/25, o país deve produzir 345 milhões de toneladas de grãos, com 105,6 milhões provenientes de Mato Grosso, onde 60% será transportado por rodovias.
- Rondonópolis enfrenta congestionamentos, com caminhões bitrem aguardando a transposição do milho para os trens, e a BR-163 apresenta 380 quilômetros em duplicação.
- A construção da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, está em andamento, com previsão de operação para 2026 e capacidade de 10 milhões de toneladas por ano.
- A proposta da Ferrogrão, que ligará Sinop a Miritituba, promete reduzir custos logísticos em 20%, economizando R$ 8 bilhões anuais.
Os desafios logísticos no Brasil, especialmente em Mato Grosso, se intensificam com a supersafra de grãos. O estado, que é um dos maiores produtores do país, enfrenta gargalos significativos no escoamento, com apenas 63% da produção armazenável. Na safra 2024/25, o Brasil deve produzir 345 milhões de toneladas de grãos, dos quais 105,6 milhões vêm de Mato Grosso, sendo que cerca de 60% será transportado por rodovias.
A situação é crítica em Rondonópolis, onde caminhões bitrem congestionam o terminal da Rumo, aguardando a transposição do milho para os trens. A BR-163, principal rota de escoamento do estado, apresenta 380 km em duplicação dos 655 km totais entre Sinop e Rondonópolis. Com um tráfego diário de 79 mil veículos, a maioria caminhões, os congestionamentos são frequentes. Um caminhoneiro relatou ter levado oito horas para percorrer apenas 400 km.
Novas Infraestruturas
Para mitigar esses problemas, a construção da Ferrovia Estadual de Mato Grosso está em andamento, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. O projeto, que já recebeu R$ 4 bilhões desde 2023, prevê 740 km de trilhos e deve entrar em operação em 2026, com capacidade para 10 milhões de toneladas por ano. Além disso, a proposta da Ferrogrão, que ligaria Sinop a Miritituba, promete reduzir os custos logísticos em 20%, economizando R$ 8 bilhões anuais.
O Ministério dos Transportes já enviou os estudos da Ferrogrão à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que prosseguirá com a análise. Enquanto isso, o Corredor Fico-Fiol, com 1.708 km, também está em fase de ajustes, mas sem previsão de funcionamento. Essas iniciativas visam atender à crescente demanda da produção agrícola, que deve alcançar 144 milhões de toneladas até 2034.
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