- A diretora de operações e tecnologia da Thomson Reuters, Kirsty Roth, defende ter uma estratégia de IA clara e bem definida para gerar crescimento e benefícios com IA.
- A empresa criou a Open Arena, plataforma interna que oferece acesso a diversos grandes modelos de linguagem (LLMs) e dados próprios, além de ter adquirido a Safe Sign Technologies para desenvolver modelos próprios na área jurídica.
- Foram mapeados cerca de duzentos casos de uso de IA, com cerca de setenta já em produção, adotando uma abordagem experimental: testar, escalar ou abandonar conforme o resultado.
- O objetivo é definir o destino desejado para as iniciativas de IA, com foco em impacto em vendas, desenvolvimento de conteúdo e melhoria de atendimento, mantendo supervisão humana para checagem dos resultados.
- A Thomson Reuters também investiga IA baseada em pesquisas profundas e soluções guiadas por agentes, além de lançar produtos como o CoCounsel Legal, que gera relatórios com citações alicerçadas, integrando pesquisas profundas e fluxos de trabalho orientados por IA.
A partir de uma pesquisa com 2.275 profissionais e executivos de mais de 50 países, a Thomson Reuters aponta que empresas com estratégia formal de IA têm maior probabilidade de crescimento de receita. Em contraste, MIT revelou que 95% das iniciativas de IA generativa não geram resultados mensuráveis. A direção vê um momento de demanda crescente por uso estratégico da tecnologia.
Para Kirsty Roth, diretora de operações e tecnologia da Thomson Reuters, o foco precisa estar na estratégia. Ela comenta que a clareza na adoção de IA, desde o topo da empresa, facilita a compreensão do que fazer e quais oportunidades a IA oferece.
1. Criar uma plataforma de IA para testar ideias
A empresa criou o Open Arena, plataforma interna que reúne grandes modelos de linguagem e dados internos de forma segura. O objetivo é testar diversos modelos para aprimorar processos de engenharia de software. Roth ressalta a importância de disponibilizar vários modelos, especialmente para entender qual é o melhor para cada caso.
A parceria com provedores de LLMs permite acesso a inovações precoces, ajudando a incorporar novidades aos produtos. Além disso, a Thomson Reuters adquiriu a Safe Sign Technologies para desenvolver modelos próprios no espaço jurídico, fortalecendo a plataforma de IA com capacidades proprietárias.
2. Definir o destino desejado
A estratégia é orientada por casos de uso, com objetivo claro de impacto. A equipe mapeou cerca de 200 ideias de aplicação e selecionou aproximadamente 70 para implementação efetiva. A liderança envolve um CIO focado em processos internos e um CTO voltado a produtos voltados ao cliente.
O processo é descrito como experimental: uma ideia é testada em uma equipe, e, se bem-sucedida, é expandida; caso contrário, é descartada. A prática envolve equilíbrio entre uso de tecnologia existente e construção de soluções próprias. A responsável enfatiza a necessidade de supervisão humana sobre as saídas da IA.
3. Reimaginar processos com inovações
O estágio final envolve redesenhar procedimentos internos com as ferramentas disponíveis. Em vez de melhorar itens isolados, a Thomson Reuters busca reformular processos inteiros. Roth destaca que o ritmo rápido das inovações exige cuidado com o mercado e com novas possibilidades tecnológicas.
A empresa já explora IA agentic e pesquisa aprofundada, visando que agentes autônomos ajudem profissionais a trabalhar com rapidez e eficiência. O objetivo é que soluções de IA avancem de modo a contextualizar melhor o que está sendo feito, reduzindo etapas manuais e aumentando a produtividade.
Roth aponta que atividades jurídicas podem se beneficiar de relatórios com citações e resumos de casos, apoiados por pesquisa profunda. A empresa mantém o foco na visão de longo prazo, avaliando continuamente novas tecnologias para ampliar o alcance da IA em seus serviços e clientes.
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