- O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou a proibição da importação de calçados prontos sob o regime de importação temporária.
- A medida visa proteger a indústria local, que registrou uma queda de 12,8% na produção devido ao uso inadequado do programa IMMEX.
- Ebrard afirmou que a importação temporária deveria ser restrita a matérias-primas e não a produtos acabados.
- A nova regra se aplica a produtos de países sem acordos de livre comércio, que agora terão que pagar impostos de importação de até 25%.
- A indústria do calçado no México emprega mais de 130 mil trabalhadores diretos e a nova política busca aumentar a produção nacional e combater o contrabando.
O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou a proibição da importação de calçados prontos sob o regime de importação temporária. A medida, publicada no Diário Oficial da Federação, visa proteger a indústria local, que sofreu uma queda de 12,8% devido ao uso inadequado do programa IMMEX por algumas empresas.
Ebrard destacou que o conceito de importação temporária foi criado para mercadorias destinadas à reexportação, isentando-as de certos impostos. No entanto, muitas empresas utilizavam essa brecha para comercializar calçados, principalmente de origem asiática, no mercado interno, evitando o pagamento de impostos e prejudicando os produtores locais. “Estava fazendo um dano muito grande à indústria do calçado”, afirmou Ebrard.
A nova regra busca aumentar a produção nacional, gerar empregos e combater o contrabando. A presidente Claudia Sheinbaum também participou da coletiva, ressaltando que a importação temporária deveria ser restrita a matérias-primas que passam pelas maquilas e não a produtos acabados. Desde 2021, o México exportava seis pares de sapatos para cada par importado, mas essa proporção caiu drasticamente nos últimos três anos.
Ebrard enfatizou que a indústria do calçado é crucial para a economia mexicana, empregando mais de 130 mil trabalhadores diretos. A nova política se aplica a produtos de países sem acordos de livre comércio, que agora terão que pagar impostos de importação, com tarifas que podem chegar a 25%.
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