- A operação Carbono Oculto desarticulou a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor financeiro, afetando os fundos do Banco Master.
- Mais da metade dos fundos do banco, liderado por Daniel Vorcaro, está sob investigação.
- A Trustee DTVM e a Reag Investimentos, principais administradoras dos fundos, foram alvos da operação realizada em 28 de setembro de 2023.
- A Reag confirmou ser alvo da investigação e teve suas ações na B3, a bolsa de valores brasileira, reduzidas em mais de 12%.
- A venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB) enfrenta desconfiança, especialmente devido à estratégia de negócios do banco e à vulnerabilidade levantada pelas investigações.
Mais da metade dos fundos do Banco Master, sob a liderança de Daniel Vorcaro, está sob investigação após a operação Carbono Oculto, que visa desarticular a atuação do PCC no setor financeiro. A operação, realizada em 28 de setembro de 2023, impactou diretamente os fundos administrados por Trustee DTVM e Reag Investimentos, que são as principais parceiras do banco.
Levantamento da Folha revelou que 18 dos 34 fundos do Banco Master são geridos por essas duas empresas. A Reag, que confirmou ser alvo da operação, viu suas ações caírem mais de 12% na B3. Em nota, a instituição afirmou que a Reag é apenas uma prestadora de serviços e que o Master é um de seus muitos clientes. A Trustee DTVM, por sua vez, é dirigida por Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e administra 13 fundos relacionados ao banco.
A operação Carbono Oculto, considerada a maior do tipo na história, mobilizou 1.400 agentes em oito estados. O foco é a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras. A investigação levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do Banco Master, especialmente em um momento em que o Banco Central analisa sua venda para o BRB.
A venda do Banco Master para o BRB tem sido marcada por desconfiança. O banco é acusado de adotar uma estratégia insustentável, oferecendo CDBs com alta remuneração e utilizando o FGC como atrativo. Com os recursos captados, o Master investia em ativos de risco, como precatórios e ações de empresas, que são considerados de valor incerto.
Desde o anúncio da venda, as propostas de negócio foram alteradas, e o governo modificou as regras de contribuição ao FGC. A Trustee DTVM renunciou à administração de fundos antes da operação, citando problemas de conformidade. A situação do Banco Master continua a ser monitorada de perto por agentes do mercado, que aguardam desdobramentos das investigações.
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