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Setor de manga busca novos mercados e negociações nos EUA após tarifaço

Tarifas dos EUA elevam preços da manga brasileira e geram incertezas, afetando principalmente pequenos produtores e o mercado interno

Mangas: o setor enfrenta o desafio da validade para tentar direcionar a produção que iria para os Estados Unidos (Foto: Marcio Silva/Getty Images)
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  • O setor de fruticultura brasileiro enfrenta desafios devido às novas tarifas dos Estados Unidos sobre a manga.
  • As tarifas aumentaram os preços da fruta, que pode passar de sete dólares para dez dólares.
  • Os Estados Unidos representam cinco por cento das compras de manga brasileira, totalizando 45,8 milhões de dólares e 36 mil toneladas sem destino definido.
  • Pequenos produtores, especialmente no Vale do São Francisco, são os mais afetados, podendo enfrentar dificuldades para escoar sua produção.
  • O governo federal anunciou um pacote de socorro, mas as medidas não atendem adequadamente os pequenos produtores.

O setor de fruticultura brasileiro enfrenta um desafio significativo devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a manga, principal fruta in natura exportada pelo Brasil. Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), descreve a situação como uma “pancada grande”, especialmente para pequenos produtores que podem ser os mais afetados.

As tarifas elevam os preços da manga, que antes era vendida a 7 dólares e pode chegar a 10 dólares. Essa mudança gera incertezas sobre a demanda americana, que representa 5% das compras do produto nos EUA, totalizando 45,8 milhões de dólares e 36.000 toneladas sem destino definido. O mercado americano é atraente devido ao seu preço superior ao da Europa, mas a situação atual pode levar consumidores a buscar alternativas mais baratas.

Impacto nos Produtores

Os exportadores do Vale do São Francisco, região responsável por 92 dos 100 contêineres de manga exportados, estão em um momento crítico de negociação. José Farias, economista da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destaca que a venda de produtos perecíveis sem planejamento é complicada. Para minimizar prejuízos, os produtores podem optar por retardar a colheita ou não realizá-la.

O governo federal anunciou um pacote de socorro, incluindo crédito e compras públicas, mas Coelho ressalta que essas medidas não atendem adequadamente os pequenos produtores, que dependem das grandes empresas para escoar sua produção. Se os grandes não comprarem, a manga pode ser redirecionada para o mercado interno, o que pode abarrotar o setor e reduzir os preços.

Futuro Incerto

A abertura de novos mercados é uma alternativa, mas é um processo que demanda tempo e planejamento. O futuro da manga brasileira nos Estados Unidos permanece incerto, com os exportadores aguardando o desenrolar das negociações e a resposta do consumidor americano. A situação atual é um reflexo das complexidades do comércio internacional e dos desafios enfrentados pelos pequenos produtores no Brasil.

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