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B3 pode lucrar com o fim da informalidade no mercado de combustíveis

A operação contra fraudes no setor de combustíveis pode gerar R$ 500 milhões em EBITDA e impactar positivamente as ações de distribuidoras.

Posto de combustíveis do DF (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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  • As ações do Grupo Ultra, Raízen e Vibra subiram na bolsa paulista após uma operação contra fraudes no setor de combustíveis, realizada em 28 de agosto.
  • A operação, que envolve fundos de investimento e fintechs, é considerada positiva para a concorrência no mercado.
  • Investigadores ligam as fraudes à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e identificaram 20 distribuidoras envolvidas, representando cerca de 5% do mercado nacional de combustíveis.
  • A resolução das irregularidades pode gerar um impacto anual de R$ 500 milhões no EBITDA das distribuidoras, com potencial de valorização de até 20% nas empresas de capital aberto.
  • Analistas do Bradesco BBI projetam aumentos no EBITDA de R$ 370 milhões para cada uma das principais distribuidoras, com recomendações de compra para Raízen, Vibra e Ultrapar.

Na última quinta-feira (28), as ações do Grupo Ultra (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) tiveram um aumento significativo na bolsa paulista, impulsionadas por uma megaoperação contra fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Essa operação, que envolve a participação de fundos de investimento e fintechs, é vista como um passo positivo para a concorrência no mercado.

Os investigadores apontam que as fraudes estão ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O Bradesco BBI identificou 20 distribuidoras que podem estar envolvidas, representando cerca de 5% do mercado nacional de diesel, gasolina e etanol, com vendas anuais de aproximadamente 7,3 bilhões de litros. A resolução dos problemas informais poderia gerar um impacto anual de R$ 500 milhões no EBITDA das distribuidoras, resultando em um potencial de valorização de 20% nas empresas de capital aberto.

Potencial de Valorização

Os analistas do BBI refizeram suas projeções, considerando que a redistribuição dos 7,3 bilhões de litros entre os três principais players (Vibra, Ipiranga e Raízen) poderia gerar um EBITDA adicional de cerca de R$ 370 milhões para cada uma. Com base no múltiplo EV/EBITDA atual da Vibra, a valorização por ação poderia ser de 24% para Raízen, 10% para Vibra e 12% para Ultrapar. O Bradesco BBI recomenda “outperform” para RAIZ4, com um preço-alvo de R$ 2, representando um potencial de alta de 89%.

Os analistas do UBS BB também consideram a operação rigorosa contra operadores irregulares como um fator positivo, que pode sustentar margens para empresas em conformidade. No entanto, alertam para a capacidade dos operadores irregulares de encontrar brechas na regulamentação.

Vigilância Necessária

O BBI destaca que a eficácia da operação deve ser monitorada, especialmente se as 20 distribuidoras envolvidas perderem suas licenças. A rapidez das autoridades em identificar novas empresas com práticas irregulares será crucial. Apesar da reação positiva das ações, a confirmação do potencial de valorização dependerá de eventos futuros. Os analistas do Citi reforçam que essa abordagem mais rigorosa pode resultar em margens melhores para o setor, alinhando-se com a expectativa de um combate mais intenso às irregularidades.

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