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Varejo no Rio de Janeiro enfrenta desafios com home office e aumento de roubos de cargas

Comércio no Rio de Janeiro enfrenta queda nas vendas e aumento da informalidade, agravados pela insegurança e pelo trabalho remoto

Crescimento da informalidade e da pirataria afeta negativamente o comércio no Estado do Rio (Foto: Reprodução)
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  • As vendas no comércio do Estado do Rio de Janeiro caíram 2,1% no primeiro semestre de 2023.
  • Em contraste, a média nacional registrou um crescimento de 1,8%.
  • Fatores como aumento da informalidade, crescimento da pirataria e trabalho remoto afetaram negativamente os negócios.
  • Um levantamento revelou que 68,5% dos comerciantes do Centro do Rio acreditam que o trabalho remoto impactou suas vendas.
  • O aumento de 27,6% nos roubos de carga no mesmo período também comprometeu a competitividade do comércio no estado.

As vendas no comércio do Estado do Rio de Janeiro apresentaram uma queda de 2,1% no primeiro semestre de 2023, em contraste com o crescimento de 1,8% observado em todo o Brasil. Esse cenário, revelado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Análises (IFec RJ), é atribuído a fatores como aumento da informalidade, crescimento da pirataria e a continuidade do trabalho remoto.

Um levantamento realizado com comerciantes do Centro do Rio indicou que 68,5% dos entrevistados acreditam que o trabalho remoto impactou negativamente seus negócios. O estudo também revelou que a economia informal no estado movimentou cerca de R$ 263 bilhões, representando 18% do total projetado nacionalmente, que é de R$ 1,5 trilhão. Entre os moradores da Região Metropolitana, 40% relataram ter consumido produtos ilegais nos últimos doze meses.

Aumento da Insegurança

Outro fator que contribui para a retração do comércio fluminense é o aumento de 27,6% nos roubos de carga entre janeiro e junho de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, em junho, houve uma alta de 3,1% em relação a maio. O presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, destacou que esse aumento compromete a cadeia de abastecimento, eleva os custos para empresários e consumidores e prejudica a competitividade do comércio no estado.

Queiroz Junior enfatizou a necessidade de ações conjuntas para combater a informalidade e a criminalidade, ressaltando que a situação atual exige uma resposta eficaz para reverter a tendência de queda nas vendas e fortalecer o setor comercial fluminense.

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