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Crise imobiliária na China persiste após cinco anos de dificuldades econômicas

Evergrande enfrenta processo de liquidação, com apenas uma fração das dívidas recuperadas e ex-executivos sendo processados por ativos ocultos

Logotipos do China Evergrande Group em prédios de apartamentos em Nanjing, província de Jiangsu, em 25 de agosto de 2025 (Foto: Reprodução)
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  • A China Evergrande foi retirada da Bolsa de Valores de Hong Kong em 25 de setembro de 2023.
  • A empresa acumulou mais de US$ 300 bilhões em dívidas antes de seu colapso em 2021.
  • Liquidatários buscam recuperar ativos e reembolsar credores, mas apenas US$ 255 milhões dos US$ 45 bilhões devidos foram recuperados até agora.
  • Processos legais estão sendo movidos contra ex-executivos da empresa, incluindo o fundador Hui Ka Yan, para recuperar US$ 6 bilhões em ativos.
  • A estrutura complexa da empresa e o congelamento de ativos dificultam a recuperação total dos valores devidos.

A China Evergrande, uma das maiores incorporadoras imobiliárias do mundo, foi oficialmente retirada da Bolsa de Valores de Hong Kong em 25 de setembro de 2023. A empresa, que acumulou mais de US$ 300 bilhões em dívidas antes de seu colapso em 2021, agora enfrenta um processo de liquidação complexo, com liquidatários buscando recuperar ativos e reembolsar credores.

Desde sua fundação, a Evergrande foi vista como um símbolo do crescimento econômico chinês, mas seu colapso expôs as fragilidades do setor imobiliário e a dependência da economia chinesa desse segmento. Atualmente, a empresa possui 1,3 mil projetos não concluídos em mais de 280 cidades, deixando centenas de milhares de compradores de imóveis sem suas propriedades.

Desafios na Recuperação de Ativos

Os liquidatários, liderados pela Alvarez & Marsal, têm enfrentado dificuldades significativas na recuperação de ativos. Até agora, apenas US$ 255 milhões dos US$ 45 bilhões devidos aos credores foram recuperados. A estrutura empresarial da Evergrande, com milhares de subsidiárias, complica ainda mais o processo, exigindo que os liquidatários assumam o controle de cada uma delas individualmente.

Além disso, os credores têm tomado medidas legais contra a empresa, resultando no congelamento de ativos. A Alvarez & Marsal já conseguiu controlar mais de 100 empresas e ativos avaliados em cerca de US$ 3,5 bilhões, mas a recuperação total ainda parece distante.

Processos Legais Contra Ex-Executivos

Os liquidatários também estão processando ex-executivos da Evergrande, incluindo o fundador Hui Ka Yan, sua esposa e o ex-diretor executivo Xia Haijun, buscando recuperar US$ 6 bilhões em ativos que foram pagos a eles após a abertura de capital da empresa. O caso, que está em andamento em Hong Kong, revela os excessos de uma era de crescimento desenfreado no setor imobiliário chinês.

Hui Ka Yan, detido em 2023, foi multado em US$ 6,5 milhões por fraude, enquanto Xia Haijun enfrenta acusações semelhantes e é acusado de esconder ativos no valor de US$ 24 milhões em propriedades na Califórnia. O desdobramento desses processos pode impactar ainda mais a recuperação de valores para os credores da Evergrande.

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