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Fintech ligada a times de futebol é alvo de ação contra o PCC

Reag Investimentos enfrenta investigação por supostas ligações com crime organizado e lavagem de dinheiro em fundos administrados

Conselheiro do Palmeiras, Mansur é uma figura influente na interseção entre o mercado financeiro e o futebol (Foto: Reprodução)
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  • A Reag Investimentos está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo por supostas ligações com o crime organizado.
  • A investigação envolve lavagem de dinheiro através de 11 fundos e resultou em mandados de busca e apreensão.
  • A empresa, fundada em 2012 e listada no Novo Mercado em janeiro de 2023, é dirigida por João Carlos Mansur, que enfrenta sérias acusações.
  • A operação, chamada Carbono Oculto, investiga a ocultação de bens como imóveis e veículos na região da Faria Lima.
  • A Reag refuta as acusações e afirma que muitos dos fundos mencionados nunca estiveram sob sua administração.

A Reag Investimentos, gestora de recursos que estreou na B3 em janeiro de 2023, está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo por supostas ligações com o crime organizado. A investigação, que envolve lavagem de dinheiro através de 11 fundos, resultou em mandados de busca e apreensão na quinta-feira.

Fundada em 2012, a Reag foi listada no Novo Mercado, segmento que exige altos padrões de governança. O fundador e principal executivo, João Carlos Mansur, celebrou a estreia da empresa, mas agora enfrenta sérias acusações. A operação, chamada Carbono Oculto, investiga como a Faria Lima foi utilizada para ocultar bens como imóveis e veículos.

Mansur, que possui mais de 35 anos de experiência no mercado financeiro, é conhecido por sua atuação na interseção entre finanças e futebol. Ele tem laços com clubes como Palmeiras e Corinthians, além de ser próximo de empresários influentes, como Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Nelson Tanure. O filho de Tanure, Dario Tanure, assumiu a posição de CEO da Reag em abril de 2023 e também é alvo de investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Reag, que cresceu rapidamente e chegou a administrar R$ 341,5 bilhões em julho, refuta as acusações e afirma que mantém rigorosos controles internos para prevenir a lavagem de dinheiro. Em nota, a empresa destacou que muitos dos fundos mencionados na operação nunca estiveram sob sua administração.

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