- O Banco Central analisa a compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
- Renato Gomes, diretor responsável, não definiu uma data para a decisão, que enfrenta impasses sobre “risco moral” e liquidez do Banco Master.
- A operação pode ter quatro desfechos, dependendo do voto de Gomes e do consenso da diretoria.
- A análise começou em 28 de março e o “risco CPF” tem atrasado o processo.
- A liquidação do Banco Master dependeria da assinatura do diretor de Fiscalização, Ailton Aquino.
BRASÍLIA – O Banco Central está avaliando a compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), um processo que envolve a análise da saúde financeira das instituições. Renato Gomes, diretor responsável, ainda não definiu uma data para a decisão, que enfrenta impasses relacionados ao “risco moral” e à liquidez do Banco Master.
A operação pode ter quatro desfechos possíveis, conforme o rito do Banco Central. A decisão é colegiada, mas depende do voto de Gomes, que deve ser encaminhado à diretoria. Se houver consenso, a operação pode ser aprovada ou reprovada. Caso contrário, o processo retorna à análise, permanecendo sob sigilo. O Banco Central não se manifestou sobre o andamento.
Gomes destacou que sua área é responsável pela análise das transações, mas não possui a palavra final. “Estamos trabalhando no tema, mas eu não posso te dar uma data”, afirmou. A análise da venda do Master para o BRB começou em 28 de março e, segundo informações, o “risco CPF” tem contribuído para a demora no processo.
Impasses e Riscos
A possível liquidação do Banco Master, em caso de problemas de liquidez, dependeria da assinatura do diretor de Fiscalização, Ailton Aquino. Se Gomes apresentar um desfecho favorável, a responsabilidade sobre eventuais problemas futuros recairá sobre Aquino. Por outro lado, se a operação for negada e a situação do Master se agravar, a fiscalização será questionada por não ter identificado o “risco Master” a tempo.
O mercado financeiro está atento ao “risco moral” associado ao Banco Master, que cresceu rapidamente com um modelo de negócios arriscado. O banco captava recursos oferecendo alta rentabilidade por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDB), enquanto investia em ativos de baixa liquidez, como precatórios e direitos creditórios.
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