- Caio Megale, economista-chefe da XP, prevê cortes na taxa Selic a partir de janeiro de 2026.
- A redução deve totalizar 300 pontos-base, levando a taxa a 12% até o final do ano.
- A Selic, atualmente em 15% ao ano, foi elevada para controlar a inflação, que caiu de 6% para uma faixa entre 4% e 4,5%.
- Megale destaca que a inflação pode não atingir a meta de 3% ao ano, devido ao crescimento econômico esperado e medidas de estímulo do governo antes das eleições de 2026.
- O mercado financeiro aguarda cortes graduais na Selic, que podem facilitar o acesso ao crédito e estimular o crescimento.
O Brasil pode estar à beira de cortes na taxa Selic, segundo Caio Megale, economista-chefe da XP. Ele prevê que o Banco Central começará a reduzir a taxa em janeiro de 2026, com um ciclo total de 300 pontos-base, levando a Selic a 12% até o final do ano.
A alta da Selic, que chegou a 15% ao ano, foi uma resposta necessária para controlar a inflação, que atingiu níveis alarmantes. Megale destaca que a inflação, que estava em 6%, já recuou para 4% a 4,5%. Com isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode iniciar um ciclo de cortes, ajustando a taxa de juros reais de 10% para 7% ou 7,5%.
Cenário Econômico
O economista acredita que a desaceleração da inflação e o crescimento econômico moderado criam um ambiente propício para a redução da Selic. Contudo, ele alerta que a inflação pode não atingir o centro da meta do Banco Central, que é de 3% ao ano, devido à expectativa de crescimento da atividade econômica. O governo federal deve implementar medidas de estímulo antes das eleições presidenciais de 2026, o que pode impactar a inflação.
Megale também observa que, embora a inflação esteja em queda, a Selic não deve voltar a um dígito tão cedo. A falta de reformas econômicas que ajustem as despesas públicas pode limitar cortes mais profundos. O Banco Central, segundo ele, adotará uma postura cautelosa, avaliando os riscos antes de decidir sobre a redução da taxa de juros.
Expectativas do Mercado
O mercado financeiro aguarda ansiosamente essas mudanças, que podem facilitar o acesso ao crédito e estimular o crescimento em diversos setores. A expectativa é que o Copom implemente cortes na Selic de forma gradual, semelhante ao que ocorreu no ciclo anterior sob a liderança de Ilan Goldfajn.
Além disso, um possível alívio nos juros nos Estados Unidos pode beneficiar o Brasil, fortalecendo o real e permitindo que o Banco Central tenha mais flexibilidade em suas decisões. Megale conclui que a autoridade monetária deve agir com cautela, garantindo que a política monetária esteja efetivamente controlando a inflação antes de realizar cortes significativos.
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