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Indústrias brasileiras apresentam crescimento desigual no PIB, aponta mercado

Indústria brasileira cresce 0,5% no segundo trimestre, impulsionada pela extração de commodities, enquanto transformação e construção encolhem

Fábrica da Volkswagen localizada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (Foto: Reprodução)
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  • O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • A indústria extrativa teve um aumento de 5,4%, impulsionada pela produção de petróleo, gás e minério de ferro, com destaque para a Petrobras.
  • Em contrapartida, a indústria de transformação e a construção civil apresentaram quedas de 0,5% e 0,2%, respectivamente.
  • A indústria de transformação, que representa cerca de 80% do setor, continua estagnada devido à alta taxa de juros de 15% ao ano.
  • A expectativa é que a desaceleração da indústria de transformação e da construção civil persista na segunda metade do ano, em meio a condições econômicas desafiadoras.

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira registrou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2023, conforme dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, 2. Esse resultado, no entanto, esconde diferenças significativas entre os setores, com a indústria extrativa avançando 5,4%, enquanto a indústria de transformação e a construção civil apresentaram quedas de 0,5% e 0,2%, respectivamente.

A indústria extrativa, menos afetada pela economia interna, foi impulsionada principalmente pela produção de petróleo, gás e minério de ferro, com a Petrobras se destacando como a principal responsável por esse desempenho. Rafael Perez, economista da Suno Research, observa que a situação atual revela “duas indústrias andando em velocidades diferentes”. A indústria de transformação, que representa cerca de 80% do setor, continua estagnada, pressionada pela taxa básica de juros de 15% ao ano.

A análise da MA7 Negócios aponta que a dependência de commodities na indústria extrativa garante a entrada de divisas e estabilidade na balança comercial. No entanto, a desaceleração da indústria de transformação e a construção civil devem persistir na segunda metade do ano, conforme prevê André Matos, CEO da gestora. Ele destaca que as condições internas do Brasil ainda são desafiadoras, com juros altos e crédito caro.

A Rio Bravo Investimentos também alerta para uma possível desaceleração do setor, indicando que o crescimento da indústria pode estar se acomodando. A expectativa é que a indústria mantenha essa tendência ao longo do ano, com um leve viés de piora. Além disso, a incerteza sobre o impacto das tarifas americanas sobre os produtos brasileiros pode afetar ainda mais a indústria de transformação, que já enfrenta dificuldades.

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