- Países em desenvolvimento, como Quênia, Sri Lanka e Panamá, estão convertendo empréstimos em dólar para renminbi e franco suíço.
- Essa mudança é uma resposta ao aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve, que tornaram os empréstimos em dólar mais caros.
- O Quênia negocia com o China ExIm Bank para converter um empréstimo de US$ 5 bilhões.
- O Panamá economizou mais de US$ 200 milhões ao optar por empréstimos em francos suíços.
- A Colômbia também considera emitir títulos em francos suíços para refinanciar sua dívida em dólar.
Países em desenvolvimento, como Quênia, Sri Lanka e Panamá, estão se afastando das dívidas em dólar e buscando alternativas mais baratas, como o renminbi chinês e o franco suíço. Essa mudança ocorre em resposta ao aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve, que tornaram o financiamento em dólar mais oneroso. Com taxas de juros dos Fed Funds entre 4,25% e 4,5%, o custo de novos empréstimos em dólar é elevado, mesmo com spreads baixos.
O Quênia, por exemplo, está em negociações com o China ExIm Bank para converter pagamentos de um empréstimo de US$ 5 bilhões em dólar para renminbi. O presidente do Sri Lanka também anunciou planos para buscar empréstimos em renminbi para concluir uma rodovia paralisada. Essas iniciativas refletem a pressão financeira enfrentada por esses países, que buscam reduzir suas necessidades de financiamento.
Além disso, o Panamá contratou empréstimos em francos suíços, economizando mais de US$ 200 milhões em comparação com a emissão de dívida em dólares. O ministro das Finanças do Panamá, Felipe Chapman, destacou que essa diversificação na gestão da dívida soberana é crucial para evitar a dependência dos mercados de capitais em dólar.
A Colômbia também está considerando a emissão de títulos em francos suíços para refinanciar sua dívida em dólar, com a expectativa de taxas de juros significativamente mais baixas. Essas movimentações indicam uma tendência crescente entre países em desenvolvimento de buscar financiamentos em moedas alternativas, especialmente em um cenário de juros elevados nos Estados Unidos.
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