- O consumo das famílias no Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Esse aumento segue uma alta de 1% nos três meses anteriores, indicando uma desaceleração econômica.
- Os investimentos recuaram 2,2% no mesmo período, após um crescimento de 3,2% no primeiro trimestre.
- O Produto Interno Bruto (PIB) teve variação de 0,4%, em um cenário de juros elevados que dificultam o crédito.
- Apesar disso, o mercado de trabalho mostrou sinais de força, com aumento na geração de empregos e na massa salarial real.
O consumo das famílias no Brasil apresentou um crescimento modesto de 0,5% no segundo trimestre de 2025, conforme dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (2). Esse aumento ocorre após uma alta de 1% nos três meses anteriores, refletindo um cenário de desaceleração econômica. O consumo das famílias, que representa cerca de 60% do PIB, é considerado um motor vital da economia.
Os investimentos, por outro lado, enfrentaram uma queda de 2,2% no mesmo período, após um crescimento de 3,2% no primeiro trimestre. O IBGE observou uma desaceleração na produção interna e na importação de bens de capital, influenciada pela aquisição de uma plataforma de petróleo no trimestre anterior, que elevou a base de comparação. A atividade na construção civil também contribuiu para essa retração.
Cenário Econômico
O PIB brasileiro teve uma variação de 0,4% entre abril e junho, em um contexto de juros elevados, que dificultam o crédito tanto para famílias quanto para empresas. Apesar disso, o mercado de trabalho mostrou sinais de força, com aumento na geração de empregos e na massa salarial real. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou que o crescimento dos salários reais e a manutenção de programas de transferência de renda têm contribuído para o consumo.
O consumo do governo também apresentou uma leve queda de 0,6%, enquanto as exportações cresceram 0,7% e as importações recuaram 2,9%. Rebeca Palis afirmou que 2025 tem sido um ano positivo para o agronegócio e a indústria extrativa, setores que impulsionam as exportações brasileiras.
Comparação Anual
Em relação ao mesmo período de 2024, o consumo das famílias cresceu 1,8%, impulsionado pelo aumento da massa salarial real e do crédito disponível. O investimento, por sua vez, teve um crescimento de 4,1%, favorecido pela importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software. As exportações e importações também mostraram crescimento, com variações de 2% e 4,4%, respectivamente.
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