Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Precatórios e renda impulsionam expectativa de crescimento do PIB no 3º trimestre

Economista revisa projeção do PIB para 2025, prevendo crescimento de 2,2% com injeção de R$ 60 bilhões em precatórios. Desempenho no terceiro trimestre é crucial.

Flávio Serrano, economista chefe do Banco BMG (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2023, após um aumento de 1,4% no primeiro trimestre.
  • O economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, revisou a projeção de crescimento do PIB para 2025 de 2,1% para 2,2%, devido à injeção de R$ 60 bilhões em precatórios.
  • O consumo das famílias aumentou 0,5%, mas o gasto do governo caiu 0,6% e a formação bruta de capital fixo teve uma queda de 2,2%.
  • Serrano espera um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e não descarta que parte desse crescimento se transfira para o quarto trimestre.
  • A forma como as famílias utilizarão os recursos dos precatórios será crucial para o crescimento econômico e para a inflação nos próximos meses.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2023, após um aumento de 1,4% no primeiro trimestre, sinalizando uma desaceleração na atividade econômica. O economista-chefe do Bmg, Flávio Serrano, destaca que o desempenho do PIB no terceiro trimestre será crucial para entender se essa desaceleração persistirá.

Serrano revisou a projeção de crescimento do PIB para 2025, passando de 2,1% para 2,2%, impulsionado pela injeção de R$ 60 bilhões em precatórios, que pode estimular a demanda no terceiro trimestre. Ele observa que o nível de endividamento das famílias está aumentando, o que levanta questões sobre como esses recursos serão utilizados: para consumo ou para quitar dívidas.

O economista agora espera um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre, em vez de estabilidade, e não descarta a possibilidade de que parte desse crescimento se transfira para o quarto trimestre. A resiliência do mercado de trabalho e a dinâmica da renda podem mitigar a desaceleração da atividade econômica.

Análise do Desempenho do PIB

Os dados do segundo trimestre mostram que o consumo das famílias cresceu 0,5%, conforme esperado, mas outros componentes da demanda doméstica apresentaram resultados mais fracos. O gasto do governo caiu 0,6%, enquanto a formação bruta de capital fixo teve uma queda de 2,2%. Apesar disso, o setor externo teve um desempenho positivo, com importações caindo menos do que o previsto.

Serrano destaca que a desaceleração da demanda doméstica é um fator importante para o arrefecimento da inflação nos próximos meses. O impacto dos desembolsos de precatórios pode ser significativo, mas a forma como as famílias utilizarão esses recursos será determinante para o crescimento econômico.

O cenário para o terceiro trimestre é incerto, mas os desembolsos de precatórios podem estimular a economia, assim como ocorreu no primeiro trimestre do ano passado. A evolução do cenário econômico nos próximos meses será fundamental para determinar se o Banco Central poderá considerar cortes na taxa de juros, atualmente em 15% ao ano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais