- A BRZ, empresa do setor imobiliário popular, firmou um memorando de fusão com a Fica Empreendimentos, utilizando um IPO reverso.
- A nova estrutura acionária prevê que a BRZ terá 85% da nova companhia e a Fica, 15%.
- O novo diretor financeiro e de relações com investidores, Fabiano Valese, destacou que a entrada na bolsa permitirá captação de recursos.
- A BRZ espera um faturamento de R$ 1 bilhão em 2024 e mantém foco no programa Minha Casa Minha Vida.
- A fusão deve ser concluída em até seis meses e busca sinergias operacionais, especialmente com um terreno de 2,9 milhões de metros quadrados da Fica em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
A BRZ, empresa focada no mercado imobiliário popular, está prestes a abrir seu capital na bolsa após firmar um memorando de entendimento para fusão com a Fica Empreendimentos. A fusão, que utiliza um IPO reverso, permitirá que a BRZ entre na B3 com uma nova estrutura acionária e um novo ticker. O acordo prevê que a BRZ terá 85% da nova companhia, enquanto a Fica ficará com 15%.
O novo diretor financeiro e de relações com investidores, Fabiano Valese, destacou que a entrada na bolsa possibilitará captação de recursos, como ofertas subsequentes de ações. Valese, com 30 anos de experiência na Rodobens, pretende trazer um alto nível de governança para a BRZ, que já atua em 34 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A BRZ, que já havia tentado abrir seu capital em 2020, viu a fusão como uma forma de acelerar sua entrada no mercado. A empresa espera que a combinação de negócios com a Fica, que possui um terreno de 2,9 milhões de metros quadrados em Nova Iguaçu (RJ), traga sinergias operacionais. A expectativa é que a nova estrutura seja concluída em até seis meses.
Atualmente, a BRZ projeta um faturamento de R$ 1 bilhão em 2024, com um patrimônio líquido de R$ 280 milhões. A Fica, por sua vez, teve uma receita líquida de apenas R$ 2,5 milhões no último ano. Valese enfatizou que a BRZ manterá seu foco no programa Minha Casa Minha Vida, com planos de diversificar sua atuação nas faixas de renda.
A empresa também busca melhorar sua posição financeira, com uma margem bruta de 36% e uma dívida líquida de R$ 117 milhões. O objetivo é alcançar um caixa líquido no médio prazo, aproveitando a geração de caixa de seus 12 empreendimentos programados para o segundo semestre, que representam R$ 800 milhões em vendas.
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