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BC deve manter juros altos até o primeiro trimestre de 2026

Economistas projetam que a Selic só será reduzida no primeiro trimestre de 2026, devido à resistência dos preços dos serviços e da alimentação

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirma que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado (Foto: Reprodução)
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  • A Selic permanece em 15% ao ano, com previsão de redução apenas no primeiro trimestre de 2026.
  • A resistência dos preços dos serviços e o aumento esperado nos preços da alimentação são fatores que dificultam a queda da taxa.
  • A inflação está desacelerando, mas de forma lenta, com o IPCA-15 de agosto apresentando deflação de 0,14%, influenciada por um bônus de Itaipu na energia elétrica.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a taxa de juros permanecerá elevada por um período prolongado.
  • Economistas destacam que a mudança no mercado de trabalho será crucial para a redução dos juros, com a diminuição do emprego e da renda.

A Selic permanece em 15% ao ano, e a expectativa de queda nos juros básicos é remota, segundo economistas. A previsão é que a redução da taxa só ocorra no primeiro trimestre de 2026, devido à resistência dos preços dos serviços e ao aumento projetado nos preços da alimentação.

A desaceleração da inflação, embora visível, deve ser lenta. Fatores como a resistência dos preços dos serviços e o fim da deflação na alimentação, que deve ocorrer em setembro, contribuem para essa lentidão. Além disso, o pagamento de precatórios e o ressarcimento de fraudes do INSS no segundo semestre devem impulsionar o consumo das famílias, dificultando a queda da inflação.

O IPCA-15 de agosto apresentou uma deflação de 0,14%, mas esse resultado foi influenciado por um fator pontual: o bônus de Itaipu na energia elétrica. Sem esse bônus, a inflação teria registrado alta de 0,06%, conforme análise de Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos.

Expectativas do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deve se deixar levar por dados pontuais ao tomar decisões. Ele reiterou que a taxa de juros permanecerá elevada por um período prolongado. Fabio Romão, economista sênior da 4intelligence, também projeta que a Selic só será cortada no primeiro trimestre de 2026.

Marcela Kawauti observa que, apesar da inflação estar em trajetória de queda, o ritmo é lento. O principal fator para a redução dos juros será a mudança no mercado de trabalho, com a diminuição do emprego e da renda, o que deve desacelerar os preços dos serviços.

Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, destaca que o Banco Central está conseguindo controlar as expectativas de inflação, o que justifica a manutenção dos juros elevados. O Copom já sinalizou que pretende manter a Selic em níveis atuais até o final do ano, reforçando a cautela diante das incertezas econômicas.

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