- Quatorze milhões de pessoas no Brasil saíram da pobreza nos últimos dois anos, segundo dados do Cadastro Único (CadÚnico).
- Em março de 2023, vinte e seis milhões de famílias estavam em situação de pobreza; esse número caiu para dezenove milhões e quinhentas mil em agosto, uma redução de vinte e cinco por cento.
- A renda da metade mais pobre do país cresceu dezenove por cento em termos reais, enquanto os dez por cento mais ricos tiveram um aumento de onze vírgula seis por cento.
- A taxa de desemprego atingiu cinco vírgula oito por cento no segundo trimestre de 2025, a menor da série histórica, refletindo um momento favorável no mercado de trabalho.
- O orçamento do Bolsa Família aumentou de R$ 113,5 bilhões em 2022 para R$ 166,9 bilhões em 2023, com um mecanismo que reduz o auxílio quando a renda per capita ultrapassa R$ 218.
Dados recentes do Cadastro Único (CadÚnico) revelam que 14 milhões de pessoas no Brasil superaram a linha da pobreza nos últimos dois anos. Essa mudança é atribuída à integração de dados e à redução do desemprego, que impactaram positivamente a renda das famílias.
Em março de 2023, 26 milhões de famílias estavam em situação de pobreza. Em agosto, esse número caiu para 19,5 milhões, representando uma redução de 25%. A renda considerada no levantamento exclui os repasses do Bolsa Família, focando apenas na renda gerada pelos membros do lar. O diretor da FGV Social, Marcelo Neri, destaca que a renda da metade mais pobre do país cresceu 19% em termos reais nos últimos dois anos, enquanto os 10% mais ricos tiveram um aumento de 11,6%.
Impacto do Mercado de Trabalho
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no segundo trimestre de 2025, a menor da série histórica, segundo o IBGE. O secretário de Avaliação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Rafael Osório, afirma que a redução da pobreza reflete um momento favorável do mercado de trabalho. Além disso, a integração de dados entre o CadÚnico e o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) permitiu uma atualização mais precisa das informações de renda.
A transição do Bolsa Família, que aumentou seu orçamento de R$ 113,5 bilhões em 2022 para R$ 166,9 bilhões em 2023, também é um fator importante. O governo implementou um mecanismo de proteção que reduz o auxílio pela metade quando a renda per capita ultrapassa R$ 218. Em julho de 2023, 2,1 milhões de lares estavam sob essa regra, e o número de domicílios na faixa de proteção chegou a 3 milhões no início do ano.
Desafios e Oportunidades
Apesar dos avanços, o volume de benefícios do Bolsa Família não caiu na mesma proporção que a redução da pobreza. O orçamento para 2024 deve ser de R$ 159,5 bilhões, semelhante ao previsto para 2026. A secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Eliane Aquino, ressalta que a percepção de que beneficiários do Bolsa Família não buscam trabalho é equivocada, já que muitos têm acessado o mercado de trabalho.
Esses dados indicam uma mudança significativa na dinâmica social e econômica do Brasil, com um aumento na renda e uma redução da desigualdade, refletindo um cenário mais promissor para as famílias em situação de vulnerabilidade.
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