- O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu que as companhias aéreas Gol e Azul cessem comentários sobre a fusão até que notifiquem formalmente a agência.
- O Cade determinou que Gol e Azul devem notificar em até 30 dias sobre o acordo de codeshare firmado em maio de 2024.
- As empresas estão proibidas de expandir a parceria para novas rotas até a avaliação do Cade.
- A Azul negou práticas de “gun jumping”, que se referem à integração entre empresas antes da aprovação regulatória.
- Ambas as companhias priorizam reestruturações financeiras antes de considerar a fusão, que poderia fortalecer suas operações.
As companhias aéreas Gol e Azul foram instruídas pelo presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a interromper comentários sobre uma possível fusão até que estejam prontas para notificar formalmente a agência. Gustavo Augusto enfatizou que as empresas devem evitar discussões prematuras sobre fusões que não foram apresentadas às autoridades regulatórias.
Recentemente, o Cade determinou que Gol e Azul devem notificar a agência em até 30 dias sobre o acordo de codeshare firmado em maio de 2024. Além disso, as empresas estão proibidas de expandir essa parceria para novas rotas até que o órgão avalie o negócio. A preocupação do Cade se concentra na possibilidade de planos anunciados sem a devida aprovação, o que poderia impactar o mercado.
Respostas das Companhias
Em resposta às diretrizes do Cade, a Azul afirmou que analisará a decisão sobre o acordo de codeshare e negou qualquer prática de “gun jumping”, que se refere à integração entre empresas antes da aprovação regulatória. A Gol, por sua vez, destacou que o codeshare é uma prática comum no setor e que sempre respeitou as decisões do Cade.
Ambas as companhias têm priorizado suas reestruturações financeiras antes de considerar uma fusão. A Azul entrou com um pedido de proteção judicial nos Estados Unidos em maio, enquanto a Gol saiu de um processo similar. Apesar das dificuldades, as empresas não descartaram a possibilidade de uma fusão, que poderia fortalecer suas operações, dado que alegam ter 90% de rotas complementares.
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