Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rede de botecos de R$ 17 milhões atrai clientes sem usar delivery

Grupo Hungry prioriza experiência presencial e projeta crescimento de 15% em 2024, sem adotar delivery e com novas unidades a partir de 2026

Mariele Horbach e André Silveira, do Grupo Hungry, falam sobre a importância da experiência e do ambiente em seus produtos (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Grupo Hungry, fundado em 2012 por André Silveira e Mariele Horbach, prioriza a experiência presencial em seus estabelecimentos em São Paulo.
  • A empresa optou por não adotar o modelo de delivery, mesmo com o mercado de entrega movimentando mais de R$ 40,5 bilhões em 2023.
  • O grupo opera o boteco Garota da Vila e outros dois bares, com uma receita projetada de até R$ 17 milhões para este ano.
  • Para 2024, a expectativa é um crescimento de 15%, e em 2026, a meta é alcançar R$ 22 milhões com a abertura de novas unidades.
  • A estrutura administrativa foi ampliada, e o cardápio será reformulado em 2025, mantendo o foco na experiência do cliente.

O Grupo Hungry, fundado em 2012 por André Silveira e Mariele Horbach, está se destacando no cenário gastronômico de São Paulo ao optar por um modelo de negócios que prioriza a experiência presencial em detrimento do delivery. A decisão de não adotar serviços de entrega, mesmo em um mercado que movimentou mais de 40,5 bilhões de reais em 2023, reflete a busca da empresa por uma conexão mais autêntica com seus clientes.

Atualmente, o grupo opera o boteco Garota da Vila, na Vila Olímpia, e outros dois bares na capital paulista. Com uma receita projetada de até 17 milhões de reais para este ano, a empresa espera um crescimento de 15% em 2024, sem abrir novas unidades. Para 2026, a meta é alcançar 22 milhões de reais com a reabertura de novas casas, mantendo o foco em um modelo de operação próprio.

Foco na Experiência

André Silveira, sócio-fundador, afirma que a essência do negócio está na experiência do cliente. “Não faz sentido vender uma coisa que não representa o que somos. Nosso produto não é comida. É ambiente, conversa, experiência”, destaca. A recusa ao delivery, que foi testado durante a pandemia, se deu pela insatisfação com a qualidade da comida entregue e pela confusão gerada na operação interna.

A pandemia foi um divisor de águas para o grupo, que, ao invés de recuar, investiu em reformas e na ampliação de suas operações. A experiência de atendimento e a relação com os clientes se tornaram o foco central, transformando os bares em verdadeiros pontos de encontro.

Expansão e Estrutura

Com o crescimento, o Grupo Hungry passou a contar com uma estrutura administrativa mais robusta, incluindo setores de RH e compras. Em 2025, o objetivo é reforçar essa estrutura e reformular o cardápio, trazendo mais referências dos botecos clássicos do Rio de Janeiro. A partir de 2026, a expectativa é abrir uma nova unidade por ano, com a possibilidade de parcerias com sócios minoritários.

Embora tenha recebido propostas para expandir para fora de São Paulo, como no Rio de Janeiro e Fortaleza, os fundadores preferem manter o controle total sobre a operação. “Ainda não conseguimos nos apaixonar pelo modelo de franquia. Isso tira a gente de perto do cliente, e isso é o que a gente mais gosta”, conclui André. Enquanto isso, os bares seguem cheios, reafirmando a escolha pela experiência presencial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais