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Bolsa argentina despenca e evoca lembranças da crise de 2008

Merval registra queda de 31,78% em pesos e 50,35% em dólares, pior desempenho global em 2023 após derrota de Javier Milei em Buenos Aires

Mercado Livre desenvolve estratégia para atuar no setor de farmácias, destacando que sua abordagem será diferente da da Amazon (Foto: Reprodução)
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  • O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 31,78% em pesos e 50,35% em dólares até 9 de setembro de 2023.
  • Este é o pior desempenho global entre as 21 bolsas analisadas pela consultoria Elos Ayta e a maior queda desde 2008.
  • A derrota do governo de Javier Milei nas eleições em Buenos Aires aumentou a desconfiança dos investidores sobre a agenda econômica do presidente argentino.
  • A situação atual lembra crises econômicas anteriores, como a de 2018, quando o Merval caiu quase 50% em dólares devido a uma crise cambial.
  • Enquanto isso, outros mercados globais, como a Colômbia e a Espanha, apresentam altas significativas, contrastando com a crise argentina.

O índice Merval, principal indicador da Bolsa de Buenos Aires, enfrenta um cenário alarmante em 2023, acumulando uma queda de 31,78% em pesos e 50,35% em dólares até 9 de setembro. Este desempenho negativo é o pior entre as 21 bolsas analisadas pela consultoria Elos Ayta e representa a maior queda desde 2008, quando o índice despencou 54,17% devido à crise financeira global e instabilidades políticas locais.

A recente derrota do governo de Javier Milei nas eleições em Buenos Aires intensificou a desconfiança dos investidores, que se sentem inseguros em relação à agenda econômica liberal do presidente argentino. A situação atual reacende temores de crises econômicas passadas, como a de 2018, quando o Merval já havia registrado uma queda de quase 50% em dólares devido a uma crise cambial que levou o país a solicitar um empréstimo histórico do FMI.

Comparação com Outros Mercados

Enquanto a bolsa argentina enfrenta dificuldades, outros mercados globais apresentam resultados positivos. A Colômbia lidera com uma alta de 51,08% em dólares, seguida pela Espanha (46,34%) e Itália (38,78%). Nos Estados Unidos, índices como Nasdaq (13,3%), S&P 500 (10,73%) e Dow Jones (7,44%) também registraram ganhos, embora em menor escala. No Brasil, o Ibovespa valorizou-se 34,32% em dólares, beneficiado pela desvalorização do dólar em relação ao real.

A situação econômica da Argentina continua a ser um tema de preocupação para investidores, que observam atentamente os desdobramentos políticos e econômicos no país. A volatilidade do Merval e a instabilidade política podem impactar ainda mais a confiança no mercado argentino, que já enfrenta desafios significativos.

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