- A Casas Bahia (BHIA3) enfrenta desafios financeiros devido à alta dependência de crédito caro e custos elevados.
- A Genial Investimentos sugere que a redução do custo do risco sacado pode gerar uma economia de até R$ 500 milhões anuais.
- Em junho de 2025, a empresa tinha um saldo de R$ 2,3 bilhões em crédito sacado, com custo médio de 27% ao ano.
- A receita deve crescer 5,9% até 2028, superando a inflação, impulsionada pela confiança de fornecedores e eventos em 2026.
- A Mapa Capital converteu R$ 1,4 bilhão em debêntures em ações ordinárias, liberando R$ 177 milhões em despesas financeiras.
A Casas Bahia (BHIA3) enfrenta um cenário desafiador, marcado por uma alta dependência de crédito caro e custos elevados. A empresa busca alternativas para melhorar sua situação financeira, e uma análise da Genial Investimentos aponta que a redução do custo do risco sacado pode gerar uma economia de até R$ 500 milhões anuais.
O risco sacado, uma modalidade de crédito vinculada ao seguro de crédito, tem sido um dos principais fatores que pesam nas despesas da varejista. Em junho de 2025, o saldo da empresa com esse tipo de crédito era de R$ 2,3 bilhões, com um custo médio próximo de 27% ao ano. A Genial sugere que, ao normalizar os spreads do risco sacado e reduzir o volume financiado, a Casas Bahia poderia economizar entre R$ 114 milhões e R$ 500 milhões até 2028.
Projeções de Receita
Além da redução de custos, a Genial projeta que a receita da Casas Bahia deve crescer 5,9% até 2028, superando a inflação. Esse crescimento será impulsionado pela confiança crescente de fornecedores e seguradoras, além de eventos significativos em 2026, como a Copa do Mundo e as eleições. A expectativa é que a carteira de crédito da empresa atinja R$ 6,3 bilhões até o final de 2025.
Recentemente, a Mapa Capital converteu R$ 1,4 bilhão em debêntures da 10ª emissão em ações ordinárias, o que deve liberar cerca de R$ 177 milhões em despesas financeiras. O analista de varejo da Genial, Iago Souza, destaca que, se a empresa conseguir alinhar seus vetores operacionais, pode começar a reverter sua situação atual. A instituição elevou o preço-alvo das ações para R$ 4,50, mantendo a recomendação de manutenção, mas ressaltou que a performance futura dependerá da execução operacional e de fatores externos.
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