- O novo CEO da Novo Nordisk, Maziar Mike Doustdar, anunciou que os funcionários devem retornar ao trabalho presencial cinco dias por semana a partir de 1º de janeiro.
- A decisão foi comunicada após a demissão de 9.000 trabalhadores, sendo 5.000 na Dinamarca.
- A mudança visa fortalecer a cultura de desempenho da empresa, que enfrenta concorrência crescente, especialmente da Eli Lilly.
- A Novo Nordisk, conhecida por medicamentos como Ozempic e Wegovy, não tinha uma política global de trabalho remoto.
- A empresa permitirá acordos individuais com gerentes para garantir maior flexibilidade aos funcionários.
O novo CEO da Novo Nordisk, Maziar Mike Doustdar, anunciou que a partir de 1º de janeiro, os funcionários deverão retornar ao trabalho presencial cinco dias por semana. A decisão foi divulgada em um comunicado nesta quinta-feira (11), logo após a empresa informar a demissão de 9.000 trabalhadores globalmente, sendo 5.000 na Dinamarca.
A mudança na política de trabalho visa fortalecer a cultura de desempenho da empresa, que enfrenta crescente concorrência, especialmente da Eli Lilly, no setor de medicamentos para obesidade. A Novo Nordisk, conhecida por produtos como Ozempic e Wegovy, não tinha uma política global de trabalho remoto, um benefício comum entre os dinamarqueses. Anteriormente, a empresa valorizava o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, permitindo que os funcionários tirassem longas férias em julho e saíssem mais cedo do trabalho.
Novas Diretrizes
A farmacêutica justificou a nova política como uma forma de promover um senso mais forte de pertencimento e acelerar a tomada de decisões. Embora a maioria dos funcionários tenha que retornar ao escritório, a empresa informou que acordos individuais com gerentes ainda poderão ser feitos para garantir maior flexibilidade.
Além das demissões, Doustdar já havia implementado cortes de bônus e suspensões de contratações, além de desligar funcionários recém-contratados que ainda não haviam iniciado suas atividades. O CEO defende uma cultura de desempenho para que a Novo Nordisk possa recuperar sua posição no competitivo mercado de medicamentos para obesidade, especialmente diante da crescente oferta de alternativas mais baratas.
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