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Ibovespa avança e dólar recua para R$ 5,39 após dados de inflação dos EUA

Ibovespa avança com otimismo em Wall Street; dólar recua e dados de inflação mantêm expectativas de cortes de juros pelo Fed

Ibovespa pode superar o recorde de 142.640 pontos alcançado na última sexta-feira (5) (Foto: Reprodução)
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  • O Ibovespa avançou 0,17% nesta quinta-feira, alcançando 142.596 pontos, próximo do recorde de 142.640 pontos.
  • O desempenho positivo é impulsionado pelo otimismo em Wall Street após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos.
  • O dólar comercial recuou 0,35%, cotado a R$ 5,39, refletindo a queda do índice DXY em 0,31%.
  • O núcleo do CPI dos EUA subiu 0,3% em agosto, mantendo as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião.
  • O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) gera incertezas no mercado, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros em 2%.

O Ibovespa (IBOV) registrou um avanço de 0,17% nesta quinta-feira (11), alcançando 142.596 pontos. O desempenho positivo é impulsionado pelo otimismo em Wall Street, após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que ficou dentro das expectativas do mercado. Se a tendência se mantiver, o índice pode superar o recorde anterior de 142.640 pontos, alcançado na última sexta-feira (5).

O dólar comercial (USDBRL) também apresentou queda, recuando 0,35% e sendo cotado a R$ 5,39. Essa movimentação reflete o desempenho global da moeda, que é medido pelo índice DXY, que caiu 0,31%. Os investidores estão atentos aos dados de inflação e desemprego nos EUA, que influenciam as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Dados de Inflação e Expectativas

O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% em agosto, conforme dados do Bureau of Labor Statistics. A expectativa é que esse resultado não altere as previsões de cortes de juros na próxima reunião do Fed, marcada para os dias 16 e 17 deste mês. Analistas projetam três cortes de juros até o final do ano, com o primeiro acontecendo em setembro.

Skyler Weinand, da Regan Capital, comentou que a inflação está “relativamente calma”, o que permite ao Fed focar em mitigar a fraqueza no mercado de trabalho. As bolsas americanas reagiram positivamente, com o S&P 500 subindo 0,61% e se aproximando de novas máximas.

Impactos no Mercado Brasileiro

Além dos dados econômicos, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) também gera incertezas no mercado. A ministra Cármen Lúcia deve apresentar seu voto, que pode influenciar o resultado do caso, aumentando a tensão entre investidores.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juros em 2%, refletindo um cenário econômico mais estável na região. Enquanto isso, os economistas do Ministério da Fazenda projetam um déficit primário de R$ 69,99 bilhões para 2025, ligeiramente melhor que a previsão anterior.

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