- As vendas do comércio varejista no Brasil caíram 0,3% em julho, marcando a quarta queda consecutiva.
- Seis das oito atividades analisadas apresentaram resultados negativos, com destaque para equipamentos e material para escritório (-3,1%) e vestuário e calçados (-2,9%).
- O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, cresceu 1,3% em julho, mas teve uma queda de 2,5% na comparação anual.
- O crédito da pessoa física também está em declínio devido aos juros altos, afetando o comércio.
- O Banco Central se reunirá na próxima semana para discutir a taxa de juros, enquanto a produção industrial encolheu 0,2% em julho.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que as vendas do comércio varejista no Brasil caíram 0,3% em julho, marcando a quarta queda consecutiva. Esse resultado reflete um cenário econômico desafiador, com juros elevados e inflação persistente. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, a retração foi de 1%.
A expectativa de analistas era de uma queda semelhante, com projeções apontando para uma redução de 0,3% em relação a junho. O gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, destacou que a perda de fôlego do comércio é evidente, com seis das oito atividades analisadas apresentando resultados negativos. Os setores mais impactados foram equipamentos e material para escritório, que recuaram 3,1%, e vestuário e calçados, com uma queda de 2,9%.
Setores em Destaque
Embora o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tenha registrado um crescimento de 1,3% em julho, a comparação anual mostra uma queda de 2,5%. Santos observou que a trajetória de queda nas vendas é contínua, acumulando uma redução de 1,1% desde março. O crédito da pessoa física também está em declínio, influenciado pelos juros altos, o que afeta diretamente o comércio.
O setor de hiper e supermercados, que historicamente sustentava o comércio, também enfrenta dificuldades, com apenas dois resultados positivos nos últimos sete meses. A demanda fraca persiste, mesmo com a queda nos preços dos alimentos.
Perspectivas Futuras
O Banco Central se reunirá na próxima semana para discutir a taxa de juros, após interromper o ciclo de alta em julho. Os diretores da autarquia ressaltaram que os indicadores de atividade econômica mostram moderação no crescimento, embora o mercado de trabalho ainda apresente dinamismo, com uma taxa de desemprego de 5,8%.
Além disso, a produção industrial também encolheu 0,2% em julho, marcando o quarto mês sem crescimento. O cenário atual sugere que a recuperação do varejo pode ser lenta, com desafios significativos pela frente.
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