- As ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 20% desde a mínima do ano, impulsionadas por medidas do governo.
- O governo liberou R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais.
- Apesar da alta, as ações ainda apresentam queda de 4,69% em 2025, devido à inadimplência e concorrência com fintechs.
- O Itaú (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4) tiveram valorização significativa, com altas de 44,97% e 56,90%, respectivamente.
- A análise técnica indica que o BBAS3 deve romper a resistência em R$ 22,54 para manter a tendência de alta.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) apresentaram uma recuperação significativa, acumulando alta de 20% desde a mínima do ano, impulsionadas por medidas governamentais, como a MP que libera R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais. Apesar desse avanço, os papéis ainda enfrentam uma queda de 4,69% em 2025, refletindo desafios persistentes no setor, como a inadimplência no agronegócio e a concorrência com fintechs.
Os cortes de juros promovidos anteriormente pelo governo também impactaram positivamente o setor bancário, com ações de grandes bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), mostrando valorização significativa. O Itaú, por exemplo, acumula 44,97% de alta no ano, enquanto o Bradesco se destaca com 56,90% de valorização, operando próximo à máxima de R$ 17,46.
Análise Técnica
A análise técnica das ações do Banco do Brasil indica que, após tocar a mínima de R$ 18,12, os papéis conseguiram se recuperar, operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para manter o viés positivo, é crucial que o BBAS3 rompa a resistência em R$ 22,54. Caso contrário, pode recuar para níveis de R$ 21,31 e R$ 20,71.
No caso do Bradesco, a ação continua a apresentar desempenho consistente, testando a resistência em R$ 17,46. Se romper esse patamar, os próximos alvos são R$ 17,56 e R$ 18,55. Já o Itaú, após renovar o topo em R$ 39,07, entrou em consolidação, e um rompimento consistente pode levar os papéis a R$ 40,08 e R$ 40,55.
Perspectivas
Os investidores permanecem atentos às ações dos grandes bancos, especialmente após o rali de 2025. Embora o Banco do Brasil tenha mostrado recuperação, a pressão da inadimplência e os riscos regulatórios ainda são fatores a serem considerados. A eficácia das medidas governamentais será crucial para determinar a continuidade da valorização das ações no futuro.
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