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EMS registra vendas de canetas para obesidade 20% acima do esperado

A EMS projeta investir R$ 1 bilhão em expansão fabril e busca adquirir a Medley, aumentando sua presença no mercado de medicamentos.

Vice-presidente Marcus Sanchez discute o primeiro mês de vendas de canetas para diabetes e perda de peso, além de compartilhar planos para fusões e aquisições (Foto: Reprodução)
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  • A EMS lançou as canetas injetáveis Olire e Lirux, que utilizam liraglutida para diabetes e obesidade.
  • As vendas superaram as expectativas em 20%, com projeção de faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões em um ano.
  • A empresa planeja investir R$ 1 bilhão em 2026 e 2027 para expandir sua capacidade fabril.
  • A EMS também busca aquisições estratégicas, incluindo a operação de genéricos da Sanofi, Medley, que fatura cerca de R$ 1,5 bilhão.
  • A EMS já adquiriu a operação de medicamentos injetáveis da Fresenius Kabi no Brasil, ampliando sua linha de produtos hospitalares.

A EMS, farmacêutica brasileira, lançou as canetas injetáveis Olire e Lirux, que utilizam liraglutida para o tratamento de diabetes e obesidade. O vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, afirmou que as vendas superaram as expectativas em 20%, com projeção de faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões em um ano. Esse desempenho é um indicativo do potencial de crescimento no mercado, especialmente com a expectativa de queda da patente do Ozempic em 2026, que abrirá espaço para a semaglutida.

A EMS, que já possui uma receita líquida de R$ 8,27 bilhões, está investindo fortemente na expansão de sua capacidade fabril. A empresa planeja alocar R$ 1 bilhão em 2026 e 2027 para aumentar sua produção, além de considerar aquisições estratégicas, como a operação de genéricos da Sanofi, Medley. Sanchez destacou que a empresa está em um ciclo de crescimento, com uma nova fábrica em Hortolândia (SP) e investimentos em unidades existentes.

Expansão e Aquisições

Além do lançamento das canetas, a EMS adquiriu a operação de medicamentos injetáveis da Frenesius Kabi no Brasil, o que inclui uma unidade em Anápolis (GO). Essa aquisição, aprovada pelo Cade, permitirá à EMS expandir sua linha de produtos hospitalares. A empresa também busca oportunidades no segmento de medicamentos vendidos sem receita, onde sua participação de mercado é menor.

Sanchez expressou interesse em adquirir a Medley, que fatura cerca de R$ 1,5 bilhão. A Sanofi, que comprou a Medley em 2009, está buscando um valor próximo de US$ 1 bilhão. A EMS, por sua vez, estaria disposta a oferecer cerca de US$ 500 milhões. O processo de venda deve ser aberto entre janeiro e fevereiro de 2026, após atrasos no carve-out da operação de genéricos.

A EMS se destaca no mercado por ser a primeira a lançar canetas injetáveis de liraglutida no Brasil, desafiando grandes multinacionais. A empresa, que começou como fabricante de genéricos, agora se posiciona como um player inovador, com uma plataforma de peptídeos que promete revolucionar tratamentos.

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