- O Banco Central vetou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), que envolvia R$ 23 bilhões em ativos.
- O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, defendeu a compra, afirmando que a decisão do Banco Central representa um “grande risco ao sistema financeiro”.
- O veto se baseou na preocupação com a capacidade do BRB de assumir as obrigações financeiras do Banco Master, que enfrenta problemas de liquidez e possui R$ 15 bilhões em compromissos com investidores.
- A deputada Érika Kokay e o deputado distrital Fábio Felix criticaram o interesse do BRB em um banco com dificuldades financeiras.
- O Banco Master, conhecido por emprestar a empresas em dificuldades, já teve R$ 1,5 bilhão em ativos adquiridos pelo BTG Pactual.
Na última semana, o Banco Central vetou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal. A transação, que envolvia R$ 23 bilhões em ativos, contava com o apoio do governador Ibaneis Rocha (MDB), que defendeu a compra em um evento em Washington. Ele alertou que a decisão do BC representa um “grande risco ao sistema financeiro”.
O veto se baseou na preocupação com a capacidade do BRB de assumir as obrigações financeiras do Banco Master, que enfrenta sérios problemas de liquidez. O Master, conhecido por emprestar a empresas em dificuldades, possui compromissos com investidores que totalizam cerca de R$ 15 bilhões em CDBs (Certificados de Depósito Bancário).
Internautas e políticos, como a deputada Érika Kokay (PT-DF), questionaram o interesse do BRB em um banco com dificuldades financeiras. Kokay afirmou que o BRB deveria focar em servir a população do DF, em vez de “salvar um banco quebrado”. O deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) também criticou a proposta nas redes sociais.
Contexto do Banco Master
O Banco Master se destacou no mercado financeiro por oferecer altos retornos em seus produtos de renda fixa, atraindo investidores. No entanto, a incapacidade de honrar seus compromissos levou o presidente Daniel Vorcaro a buscar compradores. O BTG Pactual já adquiriu R$ 1,5 bilhão em ativos do banco.
O BRB argumentou ao BC que a aquisição visava criar um conglomerado prudencial, aumentando a oferta de produtos e serviços financeiros. Contudo, a falta de patrimônio suficiente para cobrir as obrigações do Master gerou preocupações sobre a viabilidade da operação.
O governador Ibaneis Rocha questionou a lógica de não ter um banco nacional sob controle do governo do DF, defendendo que isso poderia aumentar a lucratividade do BRB. Entretanto, a resistência do Banco Central e as críticas públicas levantam dúvidas sobre a real intenção por trás da aquisição.
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